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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O lado obscuro do poder


Esse é o gráfico de doações de campanha para os partidos políticos. Ele evidencia a má fé desses partidos no uso do dinheiro das empresas doadoras que irão, não apenas financiar as candidaturas, mas também o suborno dos eleitos pelas empresas privadas, interessadas em direcionar os futuros projetos governamentais para suas respectivas áreas de negócio. Apenas o PT, o PMDB e o PSDB detêm DOIS TERÇOS de toda verba destinada a promover os candidatos a todos os cargos eletivos desse país. Basta comparar a verba de DILMA (R$264.300.000,00 - duzentos e sessenta e quatro MILHÕES de reais) com a verba de MARINA SILVA (apenas R$600.000,00 - seiscentos mil reais)! Isso sem considerar que a verba do PMDB também entra nas contas da "presidanta"! Afinal, PT e PMDB são sócios até nas falcatruas do poder!

Vale destacar a origem desse dinheiro: 19 empresas doaram cerca de 50% do total arrecadado. E qual o perfil dessas empresas? EMPREITEIRAS DE OBRAS DO PAC, Latifundiários do Agronegócio, particularmente a FRIBOI, BANCOS e MINERADORAS! Será preciso explicar mais alguma coisa, ou dá para entender que esses três partidos praticam exatamente A MESMA VELHA POLÍTICA contestada pelo programa de governo de Marina Silva? É evidente o interesse dessas empresas privadas na contrapartida que virá depois das eleições, caso Dilma ou Aécio vençam: certamente, esses "financiadores" de campanha receberão tudo de volta em licitações de obras públicas mega-faturadas!

Se a população não fosse tão "inocente" ou interessada em fazer parte das "maracutaias" do PT (olá, Lulalá!), jamais votaria em Dilma ou Aécio, pois, certamente, eles são farinha do mesmo saco! Alguma dúvida? Pois basta ver quem foi o OPERADOR DO MENSALÃO DO PT E DO PSDB: MARCOS VALÉRIO! Não é preciso ter um cérebro privilegiado para deduzir o óbvio: não existe DEMOCRACIA em nosso país, mas um sistema político perverso, que sempre irá beneficiar os ricos, pois são eles que "emprestam" o dinheiro ao PT, PMDB e PSDB. Depois das eleições, é uma "farra do boi"! Obras públicas (do PAC ou não) superfaturadas, para assegurar que o "investimento deu um bom lucro", ou seja, receberão o dinheiro multiplicado por dez, por cem, por mil!

Que todos tenham uma boa eleição e durmam, depois, com suas próprias consciências, pois é mais do que evidente o vício desse quadro eleitoral. Só não enxerga quem é ignorante, burro ou safado... escolha o seu lado e vote consciente!

domingo, 31 de outubro de 2010

Resultado esperado

Prevaleceu a lógica e Dilma se elegeu.

Não foi um resultado bom, mas o possível diante de tantas incertezas políticas e de um sistema de eleição viciado e ineficiente. A cada dois anos o Brasil pára e acompanha eleições que apenas corroboram a necessidade de mudanças profundas, seja no sistema de governo, seja na Economia, atrelada a ele. Trocam-se os governantes, mas a sociedade não percebe mudanças.

De que servem tantos partidos políticos se eles se aglutinam nas eleições e se amarram aos vencedores e perdedores, restaurando a dualidade do poder? Antes, eram Arena e MDB; depois, PDS e PMDB; a seguir, esses partidos se esfacelaram: tanto a "direita" como a "esquerda" se romperam em dezenas de siglas, cujos conteúdo ideológico não se diferenciava a ponto de permitir escolhas ou opções relevantes. Hoje é o PT de um lado e PSDB de outro. Muitos pensamos que, um dia, esses dois partidos estariam do mesmo lado.

Mas isso não aconteceu, e a tragédia foi que as sucessivas crises éticas e morais também destroçaram a confiança da população na existência de partidos limpos de fato. Eles não existem. Por isso, siglas como o DEM e o PMDB optaram por não mais lançar candidatos e oferecer suas estruturam políticas regionais para garantir a "governabilidade"... foi um tiro no pé dos partidos socialistas!

Seja quem for que se instale no poder, terá que se subordinar a esses partidos inescrupulosos e corruptos para a fromação de seu staff de ministros. É o que aconteceu desde que a ditadura militar cedeu o poder aos civis, em 1985. Os ministérios mais importantes não ficam com o partido vencedor, mas com seus "aliados": Transportes, Minas e Energia, Educação, Saúde, Agricultura... cada um "pega um pedaço"; e sobra para o presidente compor esse mosaico multicolorido e multifacetado de parcelas do poder, sem coesão interna e sem harmonia de gestão, indispensáveis para a condução dos rumos do poder.

E quem vence nas urnas fica com a impressão da vitória, mas os verdadeiros vencedores são aqueles que nem apareceram na TV no horário eleitoral: ficaram na retaguarda, articulando essa divisão estratégica do poder, que garantirá que o mandatário maior do país seja simplesmente a "rainha da Inglaterra", ungida com o manto real, mas desprovida de qualquer parcela de autoridade perante seus súditos enganados.

A senhora Dilma Rousseff nem poderá dizer que venceu esta eleição, pois este mérito cabe única e exclusivamente a seu criador, o presidente Lula, com o apoio estratégico dos marqueteiros de campanha, verdadeiros maquiadores a transformar a imagem de uma mulher rude e desajeitada em uma dama habilidosa e matreira, capaz de até vencer um debate na TV. O que virá depois de 31 de dezembro? Será que esta fera despertará da letargia e se libertará se seu criador? Que parcela de poder ela ainda tem para manobrar as peças do tabuleiro? Poderá conter a gana revanchista do PSDB, alijado por mais quatro anos da arena política? Dilma retomará sua postura inflexível que a tornou conhecida como a "dama de ferro" da política barsileira? O que será do PAC, um programa de retalhos sem coesão interna?

Muitas dúvidas restam por se responder, mas ficaremos em suspensão até que o primeiro jogo de dominação esteja concluído: a escolha do Ministério. Saberemos, então, quem dará as cartas e também se Dilma teve força suficiente para romper os compromissos irreveláveis do poder. Seguindo a lógica das últimas eleições, desde a morte de Tancredo Neves e a ascensão de José Sarney, nossas expectativas não podem ser muito alvissareiras...

Mas há quem ainda se empolgue com essa farsa e acredite que vivemos em plena democracia. É difícil se iludir a tal ponto, sabendo das grandes disparidades sociais e do abismo existente entre as diversas regiões do país. Mais ainda, é difícil acreditar em um governo voltado para as ações sociais onde quem manda de fato é uma minoria descarada, cujos propósitos são, única e exclusivamente, a ganância e a dominação econômica.

Dessa corja fazem parte os grandes banqueiros nacionais, os mega-fazendeiros do agronegócio, as empresas de mineração, as empreiteiras de grandes obras públicas (sempre as mesmas), a grande mídia capitaneada pela Rede Globo, e um poder oculto mas cada vez mais atuante, das religiões ditas cristãs: os católicos, que sempre estiveram ao lado do poder, e agora os evangélicos, multifacetados em pequenas ou grandes seitas doutrinadoras.

Parece incrível, mas esses grupos, que representam os interesses de uma insignificante minoria numérica, detêm o poder econômico em quase sua plenitude, detreminando, por isso, os destinos de nossa combalida Nação. Não temos uma democracia, nunca teremos. E com Dilma não será diferente, pela simples razão de que nada mudou nesse país e nessa eleição.