Israel atacou uma pequena frota de navios pacifistas em águas internacionais, matando nove pessoas. Eles levavam ajuda humanitária para os palestinos na Faixa de Gaza. A truculencia das forças israelenses contra pessoas inocentes e desarmadas lembra a violência e as atrocidades nazistas na Segunda Guerra Mundial! E agora? Será que o Conselho de Segurança da ONU reagirá contra Israel como o fez tantas vezes contra os países árabes? Será que os Estados Unidos da América do Norte reagirão contra Israel como têm feito contra o Irã? O que seria pior: ter uma arma nuclear para se defender de Israel, ou agir impunemente contra povos palestinos, que nem mesmo possuem um território reconhecido pelas Nações Unidas?
De onde vem tamanho poder dos israelenses? Talvez do dinheiro que eles mantêm em ações dos maiores bancos internacionais... Como um pequeno país incrustado no território árabe consegue impor sua vontade ao mundo, que se ajoelha a seus pés? Racistas, os judeus dominam as ações do Conselho de Segurança da ONU... quando esse órgão da ONU emitiu alguma sanção econômica ou militar contra Israel? Nunca!
Está na hora do mundo tirar sua máscara e reconhecer os verdadeiros inimigos da paz mundial: os EUA! Sim, pois o Conselho de Segurança da ONU é apenas um marionete nas mãos dos norte-americanos. Por isso, os países emergentes ainda não conseguiram fazer parte desse Conselho. É insustentável a afirmação de que os inimigos do mundo, as "forças do mal" são os países árabes, o islamismo e o Corão! A cada dia, uma ação extrema é tomada pelo ocidente, demonstrando seu desprezo pelos povos do Oriente Médio.
Para o governo Bush o "Eixo do Mal" era composto pelo Afeganistão, pela Al Qaeda e pelo Iraque. Dizia o então presidente que Sadam Hussein possuía enorme estoque de armas químicas para usar contra o Ocidente. Invadiram o Iraque, mataram Sadam Hussein, e não encontraram as armas químicas porque elas não existiam. Prometeram acabar com a guerra em poucos meses e derrubaram o Talibã do poder no Afeganistão, prometendo capturar Osama Bin Laden. Fizeram centenas de milhares de vítimas. Não acabaram com a guerra mas destruíram dois países e não encontraram o terrorista. Os EUA podem tudo!
Sob o manto protetor dos EUA e a omissão da ONU, Israel também pode tudo! O país que foi vítima de Adolf Hitler e condenou a construção do Muro de Berlim construiu seu próprio Muro de Israel, privando o povo palestino de viver em liberdade. Agora, atacaram navios pacifistas sob a alegação de que esses barcos estavam "quebrando o bloqueio" aos palestinos! As Nações Unidas aprovaram esse bloqueio? O Conselho de Segurança da ONU aprovau alguma sanção contra esse povo que vive há décadas sob o jugo de Israel?
Está na hora de caírem as máscaras da hipocrisia no mundo ocidental. Chega de mentiras! Todas as guerras contemporâneas têm demonstrado duas poderosas motivações: a primeira é óbvia e destina-se a manter o poder militar americano e de seus aliados sobre o resto do mundo. A segunda, mais disfarçada, é assegurar o consumo e a renovação do material bélico produzido e garantir a evolução tecnológica dos armamentos militares americanos e de seus aliados, certamente a mais poderosa indústria do mundo contemporâneo!
Os EUA consomem imensos recursos em armamentos, que seriam suficientes para acabar com a fome no mundo e erradicar a miséria na África e em todos os outros continentes! O orçamento militar dos Estados Unidos corresponde a R$ 858 bilhões! O Departamento de Assuntos Relacionados a Veteranos de Guerra leva mais R$ 60,32 bilhões, mais do que o que gastamos com educação e saúde somados. Além disso, as grandes potências ocidentais insistem em preservar enorme estoque de ogivas nucleares, prontas para varrer a humanidade da face da Terra, enquanto implicam com o Irã por querer produzir sua própria bomba atômica!
Estima-se que o arsenal americano e russo alcance hoje mais de 2 mil e 2,5 mil ogivas nucleares estratégicas, respectivamente. Há uma proposta para reduzir esse número para 1.500 ogivas nucleares, o que ainda seria suficiente para acabar com toda a humanidade. Ressalte-se que quando eles destróem armamentos, são aqueles mais obsoletos, sucateados e de maior custo de manutenção que desaparecem, ou seja, é de grande interesse fazê-lo, sem prejudicar seu poderio bélico! Durante o período da Guerra Fria, os Estados Unidos chegaram a ter mais de 15 mil ogivas nucleares estratégicas, e a Rússia, mais de 10 mil.
Até quando a imprensa mundial vai nos manter reféns da mentira e esconder a verdadeira face dos poderosos no mundo atual? Até quando fingiremos acreditar nos "contos de fada" e nos patéticos heróis do cinema americano que tentam demonstrar que esse povo cruel e belicista só quer garantir a "PAZ" mundial?
Povos do mundo, acordem desse torpor de mentiras!
O "Eixo do Mal" tem suas sedes em Washington e TelAviv, sob o apoio envergonhado da União Européia!
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segunda-feira, 31 de maio de 2010
Dois pesos, duas medidas!
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quarta-feira, 19 de maio de 2010
O Brasil, o Irã e a Questão Nuclear
O presidente Lula deu sua mais arriscada cartada política internacional ao obter o apoio do Irã a um acordo político relativo ao enriquecimento do urânio, em níveis críticos para a possibilidade de desenvolvimento de um programa nuclear para fins militares por aquele país. As conseqüências para o Brasil ainda são imcertas; caso a Agência Internacional de Energia Nuclear aceite o acordo, será um desastre para o presidente Obama e uma vitória para o presidente Lula. Mesmo assim, a situação de Lula se complicará nas relações com a ONU e os países desenvolvidos, que não aceitarão de bom grado essa derrota política. Caso o acordo seja rejeitado pela Agência, abre-se a possibilidade de aprovação de sanções econômicas rigorosas, o conflito se agravará e Lula será ridicularizado publicamente por sua ingenuidade política.
No entanto, o que não se questiona é a desigualdade dessas decisões da ONU; quando o Paquistão e a Índia tiveram acesso aos armamentos nucleares, e depois a Coréia do Norte se impôs com seu programa nuclear, as reações mundiais não foram tão enérgicas como ocorre agora com o Irã. O mesmo aconteceu quando Israel desenvolveu sua própria bomba atômica e entrou para o seleto clube de países detentores da tecnologia de produção de ogivas nucleares sob o discreto apoio norte-americano. O Brasil, signatário do acordo de não-proliferação de armas nucleares nunca questionou a honestidade de propósitos da ONU, favorecendo uns e deixando a maior parte da humanidade à mercê das políticas desses países armados.
Se houvesse intenção efetiva de um desarmamento internacional, Estados Unidos e Rússia já teriam chegado a um acordo de destruição de seus próprios e gigantescos arsenais nucleares. No entanto, a Guerra Fria terminou há décadas e muito pouco se fez nesse sentido, pois não há um interesse real em buscar a paz e o entendimento entre as nações. Os poderosos continuam com sua indisfarçável intenção de subjugar o resto do mundo a seus interesses econômicos e políticos de dominação e exploração dos países pobres.
É pouco provável que Lula consiga sua tão almejada cadeira no Conselho de Segurança da ONU depois dessa atrevida iniciativa diplomática no Oriente Médio; mas o Brasil conquistou, de fato, o respeito dos países árabes à sua causa e poderá, a médio prazo, obter vantagens comerciais dessa decisão. Infelizmente, o mundo é movido pelos interesses comerciais, e o Brasil não é exceção. Enquanto as questões fundamentais da eliminação da pobreza e da fome no mundo são deixadas de lado, esses aspectos periféricos permanecem prevalecendo na diplomacia internacional, como cortina de fumaça a ocultar os verdadeiros propósitos dos países mais poderosos de nosso planeta.
Permaneceremos, assim, convivendo com a triste realidade de que, a cada dia, 30.000 crianças morrem de fome e miséria nos países mais pobres, enquanto os líderem mundiais debatem o uso de armamentos nucleares...
No entanto, o que não se questiona é a desigualdade dessas decisões da ONU; quando o Paquistão e a Índia tiveram acesso aos armamentos nucleares, e depois a Coréia do Norte se impôs com seu programa nuclear, as reações mundiais não foram tão enérgicas como ocorre agora com o Irã. O mesmo aconteceu quando Israel desenvolveu sua própria bomba atômica e entrou para o seleto clube de países detentores da tecnologia de produção de ogivas nucleares sob o discreto apoio norte-americano. O Brasil, signatário do acordo de não-proliferação de armas nucleares nunca questionou a honestidade de propósitos da ONU, favorecendo uns e deixando a maior parte da humanidade à mercê das políticas desses países armados.
Se houvesse intenção efetiva de um desarmamento internacional, Estados Unidos e Rússia já teriam chegado a um acordo de destruição de seus próprios e gigantescos arsenais nucleares. No entanto, a Guerra Fria terminou há décadas e muito pouco se fez nesse sentido, pois não há um interesse real em buscar a paz e o entendimento entre as nações. Os poderosos continuam com sua indisfarçável intenção de subjugar o resto do mundo a seus interesses econômicos e políticos de dominação e exploração dos países pobres.
É pouco provável que Lula consiga sua tão almejada cadeira no Conselho de Segurança da ONU depois dessa atrevida iniciativa diplomática no Oriente Médio; mas o Brasil conquistou, de fato, o respeito dos países árabes à sua causa e poderá, a médio prazo, obter vantagens comerciais dessa decisão. Infelizmente, o mundo é movido pelos interesses comerciais, e o Brasil não é exceção. Enquanto as questões fundamentais da eliminação da pobreza e da fome no mundo são deixadas de lado, esses aspectos periféricos permanecem prevalecendo na diplomacia internacional, como cortina de fumaça a ocultar os verdadeiros propósitos dos países mais poderosos de nosso planeta.
Permaneceremos, assim, convivendo com a triste realidade de que, a cada dia, 30.000 crianças morrem de fome e miséria nos países mais pobres, enquanto os líderem mundiais debatem o uso de armamentos nucleares...
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