segunda-feira, 7 de maio de 2012

A triste realidade eleitoral brasileira

"Mais da metade do eleitorado brasileiro (53,56%) são pessoas com nenhum ou pouco nível de escolaridade: 33,09% têm primeiro grau incompleto, 14,57% apenas leem e escrevem e 5,9% são analfabetos!."

"Os dados do eleitorado divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que a Região Nordeste tem o maior número de eleitores analfabetos,11,05%. Os que apenas leem e escrevem – chamados de analfabetos funcionais - são 24,19% dos eleitores. Em segundo lugar, está a Região Norte, com 8% de analfabetos e 18,29% de pessoas que leem e escrevem. A Região Sul é a que apresenta o menor índice de analfabetos e analfabetos funcionais, mas tem o maior número de pessoas com o ensino fundamental incompleto, 36,36%."

"As pessoas com ensino superior completo são minoria no eleitorado brasileiro. O Sudeste é a região em que essa parcela da população aparece em maior número, 4,9%, seguida do Centro-Oeste, com 4,39%. Entre os eleitores que ainda não concluíram o ensino superior, a maioria está na Região Sul, 3,82%. Em segundo lugar, vem a Região Centro-Oeste, 3,38%."

"Os números, no entanto, são inversos quando se analisa o nível de escolaridade dos 200 mil eleitores que votam no exterior, 31,16% têm nível superior completo e 13,88% ainda estão cursando faculdade ou universidade. Apenas 0,12% se registrou como analfabeto, 1,86% como analfabetos funcionais e 7,75% têm primeiro grau incompleto."

"A Constituição brasileira determina o voto facultativo para os analfabetos – pessoas que não sabem ler nem escrever. Entretanto, elas são inelegíveis, não podem ser candidatos a cargos eletivos."
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Esses números já eram esperados, mas sua análise apenas reforça minha tese de que o eleitorado brasileiro não pode representar a Democracia. 53% de analfabetos funcionais, fora aqueles que, mesmo tendo algum nível básico de escolaridade, mal sabem redigir um texto elementar, ou desenvolver um raciocínio minimamente estruturado. Como esperar que essa massa ignara consiga ao menos escolher políticos preparados para exercer cargos de tamanha importância na República?

Em nossas eleições, os políticos que a essa farsa se candidatam sabem que iludir um ser ignorante é muito fácil; daí a tremenda representação evangélica em todas as esferas do poder! E, sendo dessa maneira escolhidos, também é fácil para uma minoria irrelevante numericamente, mas poderosa financeiramente, dominar as casas legislativas, fazendo valer sua vontade e seus interesses escusos em detrimento do interesse maior da Nação Brasileira. Daí o poder da famigerada Bancada Ruralista!

Portanto, de nada valem nossos esforços pela moralidade, pois basta uma só eleição para repor a carga podre de políticos eventualmente banidos por fichas limpas e outros expedientes moralizadores. Certamente, não será esta realidade que nos guindará ao nível dos países ditos de 1º Mundo! Permaneceremos nas sombras e penumbras da ignorância e sujeitos aos interesses ainda maiores das grandes nações mundiais, trocando nossos recursos naturais pelos “espelhinhos” usados pelos jesuítas para catequizar nossos índios no período colonial.

Somente uma política focada fortemente na Educação poderá, a longo prazo, reverter esse quadro desalentador. Até lá, nossas florestas já terão desaparecido da face da Terra.
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