quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

De volta às polêmicas indesejadas

Por alguma razão que não ouso interpretar volto ao meu blog predileto, não porque eu tenha novas idéias políticas, mas porque sinto falta das questões polêmicas que apimentam nosso cotidiano. Em um momento singular de nossa história política, quando a transição de Lula para a Dilma se consolida, sinto falta de me manifestar perante meu escasso, mas solidário público. Sim, voltei para continuar a abrir minha Boca Ferina contra os desmandos dessa Nação tão pródiga em fatos escabrosos e calamitosos, fruto de nossa História nada edificante...

Aceitem, portanto, meu renitente retorno, meus raros e caros amigos, e compartilhem comigo desse ingrato mister de não sermos apenas as "vaquinhas de presépio" diante do absurdo que se manifesta cotidianamente nos periódicos impressos e nos noticiários tendenciosos desse mercado Global. Não somos os donos do WikiLeaks, mas fazemos nossa parte!

Nasce o mesmo Brasil a cada dia, embora nossa esperança fosse diferente... nenhuma novidade no front político: as raposas do PMDB reclamam sua parte na partilha da presa conquistada nas eleições passadas. Lula se retira de cena com seu tradicional "nunca antes na história deste país", mas sem a empolgação das campanhas, e sabedor de que seu cetro foi definitivamente passado para outra imperatriz de nosso triste reino da fantasia.

As velhas questões voltam à cena, sem o glamour das eleições já ganhas ou perdidas, mas com a crueldade de quem não se importa com o futuro da Nação, mas apenas com o futuro de seus apadrinhados, amigos, irmãos, sobrinhos e afilhados. E o retrato disso tudo é um envelhecido mas poderoso chefe mafioso chamado José Ribamar Sarney!

Não que ele seja assim tão importante, mas apenas porque ele simboliza o podre, o antigo, o indesejado, o passado mais asqueroso da ditadura, os conchavos políticos, as artimanhas do poder insaciável das elites que sempre dominaram nosso país, a despeito do que digam Lula e seus asseclas. Sim, pois essa transição nada mais é do que a evidência de que nada mudou com as eleições. Tudo será como antes; tudo transcorrerá como querem essas elites: a partilha dos cargos, as permutas e compromissos que nos levarão ao mesmo caos...

Não me iludo e por isso escrevo essas parcas linhas de protesto. Nós somos os responsáveis pela baderna que domina a cena política. Nós, o Tiririca, Lula, DIlma, Serra e até mesmo o finado Quércia. Todos farinha do mesmo saco! Todos comprometidos em sangrar até a morte o povo dessa terra, sem piedade, sem remorsos. Vivam os poderosos! Essa é a Nação dos vencedores, não das batalhas valorosas, mas das permutas indecentes por trás do pano...
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