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quarta-feira, 30 de abril de 2014

O SINDICALISMO, O PT E OS TRABALHADORES DO BRASIL

Existe uma relação simbiótica entre o PT, a CUT e outras Centrais Sindicais, não pelo fato de ser um Partido dos Trabalhadores, mas por confundir o público e o privado. Curiosamente, esta que aparece na foto, a presidANTA #DILMA, foi quem mais prejudicou os servidores públicos federais, humilhando-os na negociação salarial de 2012 e impondo a todos um ridículo índice de 5% ao ano de correção salarial, bem abaixo da inflação, mesmo a oficial. No entanto, mesmo assim, o funcionalismo público federal mantém sua "fidelidade" ao PT e é o principal eleitor de Dilma.

POR QUE?

Se regredirmos no tempo uns 12 anos, veremos uma situação de conflitos entre o MST e o Governo de então, do PSDB e de FHC, com ocupações de fazendas em todo país, exigindo a Reforma Agrária, tema recorrente na História do Brasil depois da Independência. Mas nem FHC, nem LULA e muito menos DILMA promoveram a Reforma Agrária. Então, por que esses conflitos, como num passe de mágica, desapareceram nos governos petistas?

Muito simples! Em vez de promover uma verdadeira REFORMA AGRÁRIA, como foi concebida pelo saudoso mestre Celso Furtado, o que o PT fez foi criar assentamentos ao longo de toda Transamazônica e despejar os "sem-terras" por lá, como boi no pasto. Milhões de hectares de floresta vieram abaixo para fazer caber essa horda de desocupados que perambulavam pelo país. Adiantou? Certamente não, pois não houve nenhuma política de Assistência Técnica e Extensão Rural para capacitar essas famílias a cuidar da terra, como deveria.

E O SINDICALISMO?

Bem, esse é mais fácil de compreender. Nosso sindicalismo é PELEGO e sobrevive graças a uma legislação paternalista que rouba do trabalhador e dá aos sindicatos! Não adianta o trabalhador dizer que não quer ser sindicalizado! Ele será descontado compulsoriamente todos os anos, em um dia de seu salário, para sustentar um bando de vagabundos que optou por não trabalhar e viver às custas dos sindicatos! Quem é sindicalizado e tem um cargo de direção, ou é representante sindical, não pode ser demitido das empresas, e receberá seu salário regularmente até sua aposentadoria, enquanto tiver esse cargo ou situação.

Hoje, a quase totalidade das instituições públicas federais é dominada pelos sindicalizados, mesmo eles sendo minoria nos quadros de funcionários. As greves são realizadas sem representatividade e impostas aos servidores, que são impedidos de trabalhar, ou são humilhados pelos sindicalistas, como aconteceu em 2012. Naquele ano, um pequeno grupo de menos de 10% dos servidores aderiu à greve, mas havia uma barreira na entrada das instituições. Na FUNAI, colocaram sobre o chão dezenas de exemplares da legislação indígena e obrigaram aqueles que furavam a greve a PISAR sobre essa legislação, sob os olhares de ódio dos grevistas, ou sob vaia, ou ainda sob o som de "ÍNDIA" cantada pelo TIRIRICA!

E AS ELEIÇÕES DE 2014?

Agora estamos diante de uma nova situação! Dilma está caminhando para o fundo do poço, desprezada pelos eleitores e até pela sua "base aliada", um bando de partidos sem identidade própria e ávidos por cargos e vantagens, geralmente ilícitas, antiéticas ou imorais. A possibilidade de segundo turno cresce a cada dia; os boatos da volta de Lula são crescentes; a oposição, finalmente, conseguiu encontrar seu caminho; e o POVO está cansado de tanta falcatrua!

Se isso significa que teremos o fim da "ERA PT", ainda é cedo para dizer; mas nunca tivemos tantas possibilidades de virar esse jogo! Eu jamais imaginei, pela minha história política, que um dia iria desejar e tentar tirar o PT do governo. Esse partido que ajudei a construir com minha militância, já foi a esperança de uma NOVA POLÍTICA, desvinculada de interesses menores e de comprometimento com o que há de mais podre em nosso país: os poderosos LOBBIES de LATIFUNDIÁRIOS, de MADEIREIRAS, de MINERADORAS, de BANQUEIROS e de EMPREITEIRAS, sempre prontos a COMPRAR CONSCIÊNCIAS e manipular o POVO!

Hoje, nenhum candidato me motiva a votar nas próximas eleições, mas, acima de tudo, o que mais desejo é ver o PT e tudo que ele representa banidos de nossa política e, se possível, de nosso país! Se quem vier fará alguma diferença, isso eu não sei. Mas espero que "NUNCA MAIS, NA HISTÓRIA DESSE PAÍS", um falso líder nos engane com promessas falsas, com alianças espúrias e com atos criminosos!

domingo, 13 de junho de 2010

Nota Pública à Sociedade sobre a grilagem em Santa Maria da Vitória-BA

Fonte: notícia veiculada no site da Comissão Pastoral da Terra: http://cptnacional.org.br/index.php/noticias/


Nós representantes da sociedade civil organizada, movimentos sociais, organizações e entidades populares, paróquias, sindicatos, dioceses vimos por meio desta, solidarizar com as famílias de João Cerrano Sodré, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Maria da Vitória e São Félix do Coribe e de Marilene de Jesus Cardoso Matos, agente pastoral da Comissão Pastoral da Terra (CPT – Centro Oeste da Bahia). Ambos foram presos no dia 25/03, por volta das 15:00 horas, a mando do Juiz Eduardo Pedro Nostrani Simão; sendo libertados no dia 26/03 às 22:30 horas, por determinação do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia.

O motivo da prisão baseou-se no fato de João e Marilene terem assinado uma Nota Pública, em 09 de março de 2010, pedindo providências diante do conflito agrário envolvendo Comunidades Tradicionais de Fechos de Pasto do Município de Santa Maria da Vitória-BA e grileiros, que se dizem donos de uma área de 30 mil hectares de terra.

A Nota foi enviada a vários órgãos públicos, dentre os quais a Ouvidoria Agrária Nacional, Secretaria de Segurança Pública, Corregedoria do Tribunal de Justiça da Bahia, Ministério Público, dentre outros. Cabe ressaltar que há interesse do Estado da Bahia na regularização da área em conflito, como comprova a deflagração da Ação Discriminatória Administrativa Rural (Portaria CDA no 18/2010, publicada no Diário Oficial da União em 11 de março de 2010), que pretende comprovar a origem destas terras e a possibilidade das mesmas serem Terras Devolutas.

A história destes Geraizeiros, moradores dos Fechos de Pasto, que abrangem mais de 400 famílias, aproximadamente 2.000 pessoas e 14 comunidades, dentre as quais Quatis, Mutum, Salobro, Jacurutú e outras, mostra que eles vivem (ou melhor viviam) harmoniosamente com o Cerrado (Gerais), sendo este indispensável as suas vidas, sendo a base de um complexo sistema de relação homem/natureza; onde terra, água, veredas e plantas são utilizadas racionalmente e culturalmente por estas comunidades. Comunidades estas que há mais de 200 anos ocupam este território, criando gado nos Fechos de Pastos, que são áreas de uso comum, plantando e extraindo frutos nativos, comercializadas nas feiras locais.

No entanto, a partir da década de 80, estas comunidades se tornaram vítimas de um articulado processo de grilagem, pela família de advogados: Sr. Paulo de Oliveira Santos e sua esposa Sra. Socorro Sobral Santos, residentes em Santa Maria da Vitória. A intervenção deste casal na região é conhecida, pois este não é o único caso de grilagem que eles estão envolvidos.

Repudiamos, a forma como vem sendo tratada a problemática destas famílias de agricultores, que vem sofrendo perseguições e ameaças de pessoas fortemente armadas, e a utilização do judiciário por parte dos grileiros, através do ajuizamento de várias ações, com o intuito de impedir a permanência e o uso do território secularmente ocupado por estas comunidades.

Repudiamos, ainda, a prisão arbitrária de João Cerrano Sodré e Marilene de Jesus Cardoso Matos, ressaltando que eles pertencem a entidades históricas na defesa das causas dos trabalhadores e são pessoas idôneas, conhecidas e respeitadas na região e em todo Estado.

Diante do exposto, conclamamos a todos e todas para se juntarem nesta luta, visando garantir:

os direitos fundamentais dos agricultores da região, que estão com suas vidas ameaçadas, para que os mesmos tenham seus territórios preservados; uma justiça isenta; que os órgãos competentes tomem providencias de forma contundente para resolução dos conflitos agrários no município de Santa Maria da Vitória; realização da discriminatória, a fim de identificar as Terras Devolutas e pela titulação dos Territórios das Comunidades Tradicionais; preservação do cerrado e da vida, cultura e tradição de seu povo.

Santa Maria da Vitória-BA, 31 de março de 2010

Assinam:

Comissão Pastoral da Terra, Regional Bahia e Nacional; Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Maria da Vitória e São Félix do Coribe; Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Canápolis; Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Coribe; Sindicato dos Trabalhadores de Cocos; Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Município de Correntina; Movimento dos Atingidos por Barragens - MAB; Pastoral da Juventude do Meio Popular – PJMP; Movimento dos/as Acampados/as, Assentados/as e Quilombolas - CETA; Associação dos Advogados dos Trabalhadores Rurais da Bahia – AATR; Paróquia de Santa Maria da Vitória; Paróquia de São Felix do Coribe; Paróquia de Coribe; Paróquia de Serra do Ramalho;

10 Envolvimento/Barreiras; Diocese de Barreiras; Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santa Maria da Vitória; Associação Comunitária de Jovens Santamarienses; Movimento de Mulheres Unidas na Caminhada – MMUC; Casa da Cultura Antonio Lisboa de Morais; APLB-Sindicato; Espaço Cultural Paulo Freire; Escola Família Agrícola de Correntina; Associação Beneficente do Corrente; Movimento Cidadania e Vida; Biblioteca Rosa Oliveira Magalhães; Biblioteca Eugenio Lyra.