sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Justiça condena mandante do assassinato de Stang a 30 anos de prisão


O julgamento durou mais de 14 horas. A missionária Dorothy Stang foi morta a tiros no município de Anapu, no sudoeste paraense, em 12 de fevereiro de 2005

Agência Brasil
Publicação: 20/09/2013 10:34 Atualização: 20/09/2013 10:40
A Justiça do Pará condenou, no fim da noite de quinta-feira (19/9), o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, a 30 anos de prisão, inicialmente em regime fechado, pela morte da missionária Dorothy Stang, na qualidade de coautor e mandante do crime. O julgamento, o quarto realizado após recursos dos advogados, durou mais de 14 horas. A sentença foi lida pelo juiz Raimundo Moisés Alves Flexa.

De acordo com o Ministério Público, Dorothy Stang foi assassinada porque defendia a implantação de assentamentos para trabalhadores rurais em terras públicas  (Carlos Sila/Divulgação)
De acordo com o Ministério Público, Dorothy Stang foi assassinada porque defendia a implantação de assentamentos para trabalhadores rurais em terras públicas
Dorothy Stang foi morta a tiros no município de Anapu, no sudoeste paraense, em 12 de fevereiro de 2005. De acordo com o Ministério Público, ela foi assassinada porque defendia a implantação de assentamentos para trabalhadores rurais em terras públicas que eram disputadas por fazendeiros e madeireiros da região.

As investigações das polícias Civil e Federal na época do crime indicaram que Rayfran das Neves Sales e Clodoaldo Batista foram os autores do assassinato. Amair Feijoli Cunha, o Tato, foi apontado como intermediário. Ele foi contratado por Bida e por Regivaldo Pereira Galvão, conhecido como Taradão, que pagaram R$ 50 mil pelo assassinato da missionária, conforme a investigação. A defesa de Bida alegou que não havia evidências suficientes que comprovasse o envolvimento do fazendeiro no caso.

Condenado a 30 anos no primeiro julgamento, em 2007, Bida teve direito a novo júri em 2008, quando foi absolvido. O segundo julgamento, no entanto, foi anulado por fraude processual. No terceiro julgamento, que durou mais de 50 dias, Bida voltou a ser condenado, mas os advogados conseguiram a anulação alegando cerceamento de defesa.

Na ocasião, o fazendeiro foi a júri representado por um defensor público, que admitiu posteriormente não ter tido acesso a todo o processo, o que foi usado pela defesa posterior de Bida para pedir a anulação do julgamento.
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Por que são necessários OITO anos para colocar um assassino na cadeia, se todos sabiam que ele era culpado? Por que foram necessários TRÊS julgamentos, se no primeiro ele foi condenado a 30 anos de prisão? Por que isso só acontece quando o réu é um fazendeiro? Por que a maioria dos crimes cometidos contra quem defende quilombolas e indígenas nunca termina com os assassinos na CADEIA? Até quando a impunidade prevalecerá contra a JUSTIÇA em nosso país?

A VERGONHA NACIONAL NÃO É SÓ O MENSALÃO!
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