terça-feira, 6 de maio de 2014

Como escolher (bem) seus candidatos!


1. Não acreditem em propostas de partidos políticos! O PDS, partido da ditadura militar nos anos 1980 a 1993, que sucedeu à ARENA, tinha, em seus estatutos, cláusulas consideradas modelo para as democracias. No entanto, sua estratégia era de assegurar a continuidade dos militares no poder, sendo contrário às eleições diretas para governadores e presidente da república. O PT, partido que empolgou várias gerações, fundado no mesmo ano do PDS, tinha o conceito de PARTIDO ÉTICO, assim como o teve o PSDB. Curiosamente, esses dois partidos se mantêm no poder há vinte anos, e foram protagonistas dos piores escândalos de corrupção do país: os Mensalões do PT e do PSDB, desvios de dinheiro em obras públicas, alianças espúrias com partidos nanicos, balcão de oferta de cargos em troca de votos no Congresso, entre outras tantas. Lembrem-se que hoje temos mais de 30 partidos políticos! Qual é honesto?

2. Não acreditem nos políticos! Eles sempre mentem para tentar conquistar seus eleitores. As práticas políticas, durante o processo eleitoral, tornaram o comportamento de todos os candidatos motivo de chacota, expondo-os ao ridículo quando mostram excesso de gentilezas e de educação, que não duram mais do que o período pré-eleitoral. Políticos não são fiéis aos seus partidos, da mesma forma que os partidos não são fiéis a seus estatutos, princípios e valores. Lembrem-se que temos 513 deputados federais!

3. Pesquisem seus candidatos! investiguem a vida pregressa, os partidos aos quais já se afiliaram, quem são os financiadores de suas campanhas, quais projetos apresentaram em mandatos anteriores, como votaram em questões polêmicas, a quem apoiaram em eleições passadas e a quem estão apoiando no presente. Quanto mais informações coletar, menor será o risco de uma decepção no futuro. Detalhe: faça um registro dos candidatos em quem votou em todas as eleições, para que possa constatar seus erros e acertos na escolha de candidatos, e se a culpa do erro foi sua ou do candidato, que não respeitou nem honrou os compromissos de campanha. O site do
Tribunal Superior Eleitoral tem muitas informações!

4. Manifestem-se! Divulguem suas ideias nas redes sociais e em reuniões com amigos. Participem da vida pública prestigiando eventos que patrocinam causas nas quais vocês acreditam. Afinal, as decisões políticas afetam a vida de todos os brasileiros! É como comparecer em reuniões de condomínio: se faltar não poderá contestar as decisões tomadas. O país é um grande condomínio, em que poucos participam, muitos reclamam e ninguém assume a responsabilidade pelas decisões tomadas e pelas consequências delas advindas. Participar da vida nacional é um privilégio: você estará participando da história de seu país! Omitir-se é acovardar-se diante dos grandes problemas nacionais.

5. Protestem! Não aceitem passivamente as decisões com as quais não concordam! Criem polêmicas! Façam valer suas opiniões! Somente assim poderão dizer que não se omitiram quando suas palavras eram necessárias. Muitas decisões são tomadas sem o consentimento da maioria, pela simples razão da omissão das pessoas quanto ao tema tratado. É claro que é mais fácil calar-se quando deve falar e depois criticar o que foi feito. Diz o ditado: “Quem cala consente!”. Portanto, nunca se omitam!

6. Voto nulo não é omissão! Se nenhum candidato atende aos seus requisitos de capacidade, honestidade e de comprometimento com ideais e princípios nos quais acredita, anulem seus votos! Mas não deixem de dizer publicamente por que decidiram anular seus votos. É imprescindível que as pessoas saibam por que deixaram de escolher um candidato. Nas eleições de 1974 os votos nulos e em branco atingiram mais de 30% do total de votos. Se somados aos voos dados ao PMDB (na época, os votos do partido de oposição, somados aos nulos e brancos, chegaram a 11,8 milhões), eles suplantaram os votos dados ao parido do governo (a ARENA recebeu 10,8 milhões de votos).

7. Candidatem-se! Hoje, ser político é vergonhoso! Ninguém com caráter quer se expor à execração pública, diante de tantos escândalos de corrupção e desonestidade! É difícil acreditar que o Brasil consiga se reerguer do lamaçal em que se afundou... no entanto, somente com novos nomes de pessoas do bem, comprometidas com novas formas de governar e de administrar o país, poderemos encontrar o caminho certo. As transformações havidas nas últimas décadas sinalizam para uma nova sociedade, na qual a preocupação com a Sustentabilidade Ambiental, Econômica e Social seja a premissa para a sobrevivência da espécie humana e de todos os seres vivos de nosso Planeta. Se não mudarmos a forma de fazer política e de governar, em poucos anos acabaremos com nossa principal riqueza: o Meio Ambiente. Em menos de 100 anos destruímos quase 50% de todas as florestas em solo brasileiro! Só mesmo novas cabeças, com novas ideias e novas alianças políticas poderão colocar uma pedra sobre esse passado deprimente! 


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