quarta-feira, 7 de julho de 2010

Vejam como atuam os membros da Bancada Ruralista!

Irmão de Caiado é autuado por submeter trabalhadores rurais a condições degradantes


11 de fevereiro de 2010


O Grupo Móvel de Fiscalização do Ministério do Trabalho autuou a Fazenda Santa Mônica, no município de Natividade, ao sul do estado de Tocantins, de propriedade de Emival Ramos Caiado. Na fazenda foram encontrados 26 trabalhadores submetidos a condições degradantes: permaneciam no meio do mato consertando a cerca, sem disporem de água potável, sem equipamento de proteção individual e dormindo em um acampamento precário.


Ernival Ramos Caiado é irmão do deputado federal membro da bancada ruralista Ronaldo Caiado (DEM). O ruralista está entre os parlamentares que encabeçam a atual ofensiva contra a atualização dos índices de produtividade da terra e trabalhou bravamente pela instalação da CPMI do MST. Caiado está também entre os que pretendem levar a cabo a mudança do Código Florestal, que prevê um drástico desmonte das leis que protegem as florestas brasileiras.


O Grupo Móvel fiscalizou outras seis fazendas na região descobrindo, na Fazenda Olho D''Água, em Montes Claros de Goiás, dois menores de idade trabalhando em carvoaria, conforme consta do registro feito pelos auditores fiscais cuja cópia foi entregue ao presidente do Conselho Tutelar da cidade, Gregório Batista dos Passos Neto.


Emival Caiado alega que "a legislação nacional não está de acordo com os costumes locais. Nas cidades grandes se tem um padrão de comportamento, uma relação em termos de acomodação que é diferenciada", diz.


Na crítica à fiscalização, Breno e Emival apegaram-se na história dos menores que os fiscais disseram estar trabalhando ilegalmente em carvoaria. Na explicação dos dois, os menores são filhos de um trabalhador que prepara o carvão e estariam "em férias na fazenda e tinham ido levar água para o pai" quando a fiscalização chegou. No relatório dos auditores consta que as crianças estavam há mais tempo na fazenda, apresentavam marcas de fuligem, ferimentos e queimaduras típicas do trabalho neste setor.


Fonte: MST (com informações da Agência Estado)
http://www.mst.org.br/node/9080
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