quinta-feira, 29 de abril de 2010

Marina Silva em Ribeirão Preto!

Neste sábado, dia 1º de maio, dia do Trabalhador, às 10:00 horas da manhã, nossa candidata à Presidência da República estará em nossa cidade, na Câmara de Vereadores de Ribeirão Preto! Vamos prestigiá-la e mostrar a força dos Ambientalistas nas próximas eleições de 2.010!
Enquanto ações políticas eleitoreiras destróem nosso meio ambiente nos extertores do governo Lula, com obras faraônicas (Transposição do rio São Francisco: 6,6 bilhões de reais; Hidrelétrica de Belo Monte: 29 bilhões de reais!) que, certamente, comprometerão o orçamento do próximo governante, tanto o PT quanto o PSDB já se consideram vitoriosos nas próximas eleições.

Não podemos nos omitir! Precisamos mostrar que existe uma terceira via, mais inteligente, mais humana, mais justa e solidária, que não favoreça as motosserras da raivosa bancada ruralista, mas dê dignidade ao pequeno trabalhador rural, à agricultura familiar, às plantações orgânicas, ao tradicional plantio dos vazanteiros, às culturas de nossos povos tradicionais, caboclos, indígenas e quilombolas, que representam 90% de toda a população rural brasileira.

O grande agricultor, o grande pecuarista, esses não conhecem a realidade dos campos, exceto para impor sua força e prepotência aos pequenos lavradores. Governam seus latifúndios de longe, de seus apartamentos luxuosos, de suas mansões, das capitais dos estados. Presenciei a violência e a truculência desses senhores que se consideram os donos do Brasil, soltando seu gado sobre as pequenas plantações de comunidades quilombolas no oeste bahiano. É cruel e desumano!

Companheiros ambientalistas: vamos apoiar nossa candidata Marina Silva e mostrar a força de um pequeno partido repleto de grandes idéias inovadoras! Esse é o momento da virada, o ponto de inflexão da curva na preferência dos eleitores, enquanto os marketeiros ainda não colocaram seus clientes nos cartazes, nem nas telinhas da TV. Cada membro do Partido Verde pode trazer muitos eleitores e convencê-los de que os grandes partidos já demonstraram a que vieram. Chega de escândalos financeiros, chega de propinas e de mensalões! Agora é a nossa vez!

Sábado, dia 1º de maio, dia do Trabalhador, às 10:00 horas da manhã, nossa candidata à Presidência da República, MARINA SILVA, estará em nossa cidade, na Câmara de Vereadores de Ribeirão Preto! COMPAREÇA E MOSTRE SUA CONVICÇÃO POLÍTICA E IDEOLÓGICA!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Aldo Rebelo, o novo integrante da Bancada Ruralista

 Aldo Rebelo - quem diria? - aderiu ao discurso do Agronegócio e da raivosa bancada ruralista! Pois é... quem assistiu ao programa do PCdoB ouviu, com todas as palavras, esse antigo membro do Partidão entregar o ouro e a dignidade em defesa daqueles que desmatam e destróem nossa Natureza!

Até mesmo o discurso de Blairo Maggi, ex-governador de Mato Grosso e maior plantador de soja de nosso país, Aldo Rebelo agora reverencia. Ele não sabe a diferença entre áreas de florestas, onde a lei é clara e exige que 80% das terras sejam preservadas, e áreas já ocupadas, que a legislação tolerante admite que 80% seja devastada, sem mesmo um estudo de impacto ambiental. Agora, como relator, quer mudar o código florestal brasileiro e acabar com o que resta de nossas florestas.

Chama o Greenpeace de ONG holandesa, em completa ignorância de que essa organização é internacional, não tem uma pátria, e luta ardorosamente, até sob o risco de vida de seus ativistas, para defender o que restou de vida em nosso combalido planeta! Diz o parlamentar que sua comissão "ouviu" mais de 300 pessoas para propor a transformação do código florestal em mais um aliado da motosserra. O que são 300 pessoas em um universo de 200 milhões? Quantas dessas pessoas ouvidas têm a competência e a dignidade de falar pelos ambientalistas?

Diz ele que ouviu a Embrapa, empresa brasileira que se dedica, com competência, ao desenvolvimento de tecnologias agropecuárias, mas que não tem nenhum compromisso com a preservação do meio ambiente. Se Luiz Inácio e Carlos Minc, ex-ministro do Meio Ambiente, nada fizeram de concreto para salvar nossos ecossistemas, o que esperar de um deputado que mal conhece o Brasil Silvestre?

Senhor Aldo Rebelo, alguma vez o senhor se embrenhou na mata, conviveu nas comunidades indígenas e quilombolas, dormiu nas barracas de lona preta dos sem-terra? Alguma vez o senhor percorreu os rios, as matas, as montanhas de nosso país para poder falar em nome dos nossos irmãos empobrecidos e explorados pelo agro-negócio? Por acaso o senhor conhece os impactos sócio-ambientais da Transposição ou da Hidrelétrica de Belo Monte? Certamente, não!

Não fale, portanto, senhor Aldo Rebelo, em nome do que não conhece! O senhor sabe dos crimes ambientais praticados pelas nossas grandes indústrias mineradoras, como a White Martins e a Votorantim? Sabe que, em fevereiro de 2004, em Três Marias, a fábrica de Manganês da Votorantim derramou toneladas de dejetos e produtos químicos usados na extração desse metal dentro do rio São Francisco, deixando os pescadores sem seu sustento durante meses com a mortandade de milhões de peixes? Sabe que até hoje, seis anos depois, o rio não se recuperou dessa matança e a lagoa de dejetos continua lá, à beira da BR 040, esperando uma nova enchente para ser derramada de novo na calha do rio? Pois, é, senhor deputado, estude mais e ouça os que sabem antes de tentar mexer na legislação ambiental.

O senhor sabe qual o potencial energético necessário para acionar os tanques eletrolíticos das indústrias de extração de alumínio do senhor Antônio Ermírio de Moraes? Sabe das centenas de pequenas centrais hidrelétricas que estão sendo construídas sem licitação pelo Brasil afora, destruindo o pouco que resta de nossas matas ciliares? Apenas na região de Cocos, no oeste Bahiano, entre os rios Corrente e Carinhanha, são 49 (pasmem! quarenta e nove!) PCH's que irão destruir quatro afluentes do São Francisco, além de desalojar centenas de famílias de seus lares tradicionais!

O senhor deputado sabe que, para a construção do imenso Lago de Sobradinho, em plena ditadura militar, 72.000 famílias foram desalojadas, perderam sua história e suas tradições e foram despachadas como gado para diversos outros lugares para viver miseravelmente?

Deputado Aldo Rebelo, antes de legislar, aprenda alguma coisa sobre o meio ambiente para não cometer a estupidez de falar em nome de quem não conhece. Milhares de indígenas, nossos povos tradicionais, estão sendo alijados de seus locais de origem, que ocuparam por centenas de anos, para dar passagem às águas da Transposição, que não abastecerão suas casas, suas propriedades, mas sim os rios e reservatórios de outras bacias hidrográficas do Ceará, da Paraíba e do Rio Grande do Norte.

Enquanto isso, os indígenas e os pequenos agricultores passam fome a menos de três quilômetros do rio São Francisco; enquanto isso, muitos bairros de Cabrobó, de Orocó, de Santa Maria da Boa Vista e de Petrolina depndem da famosa "indústria da seca", sendo abastecidos de água pelos carros-pipa, controlados por políticos regionais!

O Nordeste tem armazenadas mais de 50 bilhões de metros cúbicos de água em seus reservatórios, açudes, cacimbas... enquanto isso, mais de 7 bilhões de reais serão gastos em uma obra que não abastecerá um único rincão do sertão nordestino pela Transposição. Toda essa água será destinada aos grandes centros urbanos e aos grandes empreendimentos do agro-negócio, cada vez mais próspero no meio da miséria nordestina!

Por isso, senhor deputado Aldo Rebelo, não seja hipócrita! Deixe nossa legislação ambiental em paz, e que os verdadeiros especialistas façam sua atualização, sem prejudicar ainda mais a Natureza. Nós, os ambientalistas, agradeceremos sua omissão e ausência!

sábado, 17 de abril de 2010

As obras faraônicas do governo LULA

Depois de sete anos fazendo aquilo que se espera de um estadista, LULA, em seus últimos momentos de Glória, decidiu, como um verdadeiro IMPERADOR, assumir a paternidade de obras que, pelo seu caráter polêmico e pelo gigantismo dos investimentos, não deveriam ser iniciadas ao final de um período governamental. Afinal, depois de iniciadas, o ônus da interrupção cairá sobre o próximo governante.

A primeira dessas obras faraônicas foi a Transposição das águas do rio São Francisco. Apesar de todas opiniões de especialistas não recomendando o início das obras, apesar de toda oposição dos movimentos sociais denunciando os impactos dessas obras sobre as comunidades tradicionais de indígenas e quilombolas, LULA "contratou" os serviços do Exército Brasileiro, desviando-o de suas atribuições constitucionais, para conseguir, pela força, o que não conseguiu pela fraca argumentação de seus defensores.

Agora LULA ataca novamente, desta vez na destruição da Amazônia, e justamente no estado campeão de desmatamento, o Pará, e em um dos rios mais preservados da região, o Xingu, em cujas margens habitam centenas de comunidades indígenas, para a construção de uma das maiores hidrelétricas do mundo, a Usina de Belo Monte.

As características dessa obra gigantesca, que custará mais de 30 bilhões de reais aos cofres públicos, são semelhantes àquelas encontradas na construção da hidrelétrica de Sobradinho, no São Francisco, nos tristes anos da Ditadura Militar onde, provavelmente, LULA encontra os modelos de autoritarismo que vêm justificar sua loucura empreendedora.

Sobradinho é o segundo maior lago artificial do mundo, responsável por um volume de 34 bilhões de metros cúbicos de água armazenada. Essa represa foi a responsável por desalojar 72 mil famílias de sua terra natal, levados à força para outras regiões; também causou um dos maiores desastres ecológicos em rios brasileiros, eliminando todas as espécies migratórias a sua jusante, impossibilitados de desovar nos movimentos de piracema interrompidos pela gigantesca barragem de concreto.

Belo Monte fará pior: invadirá regiões intocadas da floresta, bloqueará a migração de peixes, reduzirá drasticamente a mecânica natural do rio, de enchentes e vazantes, que abastecem suas margens dos nutrientes necessários à preservação das matas ciliares, e desalojará as populações indígenas de seus territórios, a despeito dos protestos.

Assim como no projeto de Transposição do Rio São Francisco, as populações afetadas não foram ouvidas, e o processo de tramitação das licenças ambientais foi atropelado sob a justificativa eleitoreira dos pretensos benefícios sociais desses projetos.

Mesmo com a argumentação dos maiores especialistas em hidrologia e dos ambientalistas, o governo LULA mostrou-se insensível aos apelos e impôs seu caráter autoritário, tripudiando da sociedade brasileira.

Agora, só nos resta esperar que o povo brasileiro saiba escolher seus governantes e que o presidente eleito interrompa essas obras, mesmo com os inevitáveis prejuízos dessas ações irresponsáveis do governo petista.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Os sinais da tragédia

Nos últimos tempos diversos acontecimentos nos sinalizam que alguma coisa mudou drasticamente em nosso planeta; primeiro foi o tsunami que dizimou 250 mil pessoas nas Filipinas; depois a sucessão de vulcões, tornados, furacões, terremotos e enchentes.

Alguns poderiam afirmar que foram apenas lamentáveis coincidências, mas as evidências do agravamento dos sintomas de uma tragédia de enormes proporções nos alertam de que não se trata do acaso, mas das conseqüências das atitudes irresponsáveis do homem com relação à Natureza.

A cada dia constatamos que as autoridades se esquecem dos alertas de cientistas de que existe, de fato, uma situação de agravamento dos efeitos danosos sobre o meio ambiente. As fotografias de satélites mostram o avanço das queimadas sobre a Amazônia em toda a extensão das estradas que margeiam a floresta, principalmente no estado do Pará.

Nas regiões polares e nos glaciares imensos blocos de gelo se desprendem e flutuam pelos oceanos, ameaçando alterar a temperatura das águas e comprometer a vida marinha, nossa última fronteira alimentar. As áreas de desertificação avançam em diversos pontos do globo terrestre.

O que estamos esperando? Que esses sintomas se transformem em fatos irreversíveis? Não é apenas o cinema que nos remete às conseqüências do desastre que está por vir; é a razão, o bom-senso, a obviedade dos fatos, ocupando cada vez mais os espaços dos noticiários. Nos últimos 12 meses mais de 200 mil pessoas morreram em decorrência desses desastres "naturais"! Seria coincidência?

É evidente que a população humana também atingiu seus limites de sobrevivência, e isso se soma às demais causas da tragédia que está por vir. E o que fazem nossos governantes? Discutem as crises econômicas, os tratados de redução das ogivas nucleares, o terrorismo internacional?

Precisamos observar mais atentamente todos esses problemas em seu conjunto, em suas interações de causa e efeito, e não isoladamente; eles são a verdadeira ameaça à sobrevivência da raça humana. Ainda que milhões sobrevivam à tragédia, os males causados ao planeta serão terríveis e atrasarão em centenas de anos nosso processo evolutivo.

Não reconhecer esses sinais como evidências da tragédia que está por vir é fechar os olhos à responsabilidade de cada um, como vetores do projeto humano sobre a Terra. Somos nós os responsáveis; cada um de nós!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

As tragédias das enchentes e as políticas públicas

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Vemos as tragédias dos desabamentos de morros no Rio de Janeiro e Niterói e nos emocionamos com as mortes, os desabrigados, as famílias desfeitas. Toda a vida ao seu redor parece ter se tornado um caos, e as imagens da desgraça nos agridem, como se tivéssemos culpa pelo ocorrido.

Pois temos, de fato! Deixamos de nos manifestar ao vermos a iminência das catástrofes nas ocupações irregulares das encostas, das vertentes dos morros, populações inteiras à espera das tragédias. É evidente, nas favelas penduradas pelos morros, a probabilidade dos desabamentos.

No entanto, nada fazemos; nem nós, nem as autoridades, que fazem vista grossa à aventura irresponsável de viver à beira da desgraça. E quando acontece, todos choram suas lágrimas de crocodilo, lamentando que seu deus os abandonou, e os que nada tinham, perderam seus parentes, seus pais, seus filhos, amigos, conhecidos, vizinhos...

Não devemos lamentar a tragédia, mas sim a inércia, a omissão, a falta absoluta de compromisso com a vida. Enquanto a TV mostra e explora a imagem de sofrimento e tristeza estampada nos rostos dos sobreviventes, milhares, talvez milhões de outras pessoas aguardam sua vez à beira da desgraça. Enquanto isso, os políticos se manifestam, enaltecendo as qualidades de seus líderes, aproveitando a oportunidade para falar de suas ações futuras para prevenir novas desgraças que, inevitavelmente, ocorrerão.

E a vida continua, pois a sociedade precisa seguir produzindo inutilidades supérfluas que alimentarão o sonho de consumo das minorias privilegiadas. E o lixo continuará entupindo as galerias, preparando o cenário da próxima tragédia. Algumas emissoras até já possuem um acervo de imagens chocantes para ilustrar as reportagens da catástrofe que ainda não aconteceu, mas que está na pauta de todo repórter.

É assim a nossa sociedade. Precisamos dessas tragédias para justificar nossa própria existência. Senão, como comparar a mesmice de nossa própria vida com o terror dos acontecimentos do porvir que, certamente, não nos atingirão? Somos expectadores privilegiados das tragédias alheias. Podemos brincar em nossa "fazendinha" de mentira, servir nosso cafezinho virtual para nossos amigos, divulgar cenas hilárias gravadas em nossa webcam de gatinhos fazendo palhaçadas, enquanto bilhões de pessoas passam fome, morrem de sede, são assassinadas por nossa omissão.

E as políticas públicas? "Ora essa, isso não é problema meu!"
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BPMN