sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Com rombo recorde em setembro, Tesouro passa a ser deficitário no ano, pela primeira vez desde o Plano Real

Fonte: Folha de São Paulo



O governo Dilma Rousseff gastou além de sua arrecadação pelo quinto mês consecutivo, e o Tesouro Nacional agora acumula até setembro um deficit inédito em duas décadas.

No mês passado, as despesas com pessoal, programas sociais, investimentos e custeio superaram as receitas em R$ 20,4 bilhões, o maior valor em vermelho já contabilizado em um mês. Com isso, o resultado do ano passou de um saldo fraco para um rombo de R$ 15,7 bilhões.

Em outras palavras, o governo federal teve, de janeiro a setembro, deficit primário, ou seja, precisou se endividar para fazer os pagamentos rotineiros e as obras de infraestrutura.

Nas estatísticas do Tesouro, é a primeira vez que isso acontece por um período tão longo desde o Plano Real, lançado em 1994 -os dados anteriores são distorcidos pela hiperinflação e não permitem comparações apropriadas.

A deterioração das contas federais começou em 2012, quando o governo acelerou seus gastos na tentativa de estimular a economia, e o descompasso entre receitas e despesas se agravou neste ano eleitoral.

As primeiras, prejudicadas pela debilidade da indústria e do comércio, tiveram expansão de 6,4% até o mês passado; as segundas, de 13,2%.

A escalada dos gastos neste ano é puxada pelos programas sociais  -especialmente em educação, saúde e amparo ao trabalhador- e pelos investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

O desequilíbrio fiscal produziu um círculo vicioso na economia, ao elevar a dívida pública, alimentar o consumo e dificultar o controle dos preços. Com credores mais temerosos e inflação elevada, o Banco Central precisa manter juros altos, comprometendo ainda mais o crescimento da economia e a arrecadação.

O secretário do Tesouro, Arno Augustin, finalmente admitiu que a promessa de fazer um superavit primário de R$ 80,8 bilhões neste ano será descumprida.

Pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, o saldo pode ser reduzido a R$ 49 bilhões. O governo, no entanto, vai propor ao Congresso a alteração da lei para permitir um resultado ainda menor.

Passadas as eleições, o mercado aguarda o anúncio de medidas para conter despesas e elevar receitas. As alternativas à disposição do governo, porém, não são animadoras.

Cerca de três quartos do Orçamento são ocupados por pagamentos obrigatórios, como salários, repasses ao Sistema Único de Saúde, benefícios previdenciários e assistenciais. Por isso, as vítimas preferenciais dos ajustes são as obras públicas, das quais o país precisa para enfrentar as deficiências da infraestrutura.

Um aumento de impostos elevaria ainda mais a carga tributária do país, a mais alta do mundo emergente ao lado da argentina -e criaria um desgaste político adicional para uma presidente que acabou de passar por uma reeleição apertada.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

DILMA MÁ!


Passa o tempo, tanta gente a se enganar...

De repente, essa tristeza pra votar
Em quem nunca foi sincero e me traiu!
Com medo de ser feliz, o sonho já sumiu.

Dilma má, esse é o meu suplício!

Dilma má, mais um sacrifício...
Dilma má, o Brasil se cansa,
Dilma má, fim de uma esperança...

Dilma má, tanta hipocrisia!

Dilma má, quanta porcaria!
Pra você, nunca dei meu voto;
Do PT, nem quero uma foto!

Dilma má, mãe dessa miséria,

Dilma má, vá para a Sibéria!
Dilma má, pega esse barbudo,
Vá pra Cuba, leva esse chifrudo!





Passa o tempo e tanta gente a trabalhar
De repente essa clareza pra votar
Sempre foi sincero de se confiar
Sem medo de ser feliz
Quero ver você chegar
Lula lá, brilha uma estrela
Lula lá, cresce a esperança
Lula lá, o Brasil criança
Na alegria de se abraçar
Lula lá, com sinceridade
Lula lá, com toda a certeza pra você
Um primeiro voto
Pra fazer brilhar nossa estrela
Lula lá, muita gente junta

Valeu a espera
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E pensar que, um dia, ele foi, de fato, a esperança de uma transformação radical na política brasileira... hoje, o que resta é essa amargura pela traição do PT e de LULA aos ideais de 1989, ao partido ético e à alegria que era fazer campanha para o PT. Naquela época "oPTei" era mais do que um símbolo político, mas uma verdadeira OPÇÃO de luta pacífica por um país mais justo, solidário, honesto e digno... infelizmente, o sonho acabou...

terça-feira, 28 de outubro de 2014

A POLÍTICA A SOCIEDADE E O GOVERNO DO FUTURO

Cyberspace: o mundo do futuro, onde as distâncias perdem o significado
Muito se fala sobre "Reforma Política", "Reforma do Estado", "Reforma das Instituições" e outras "reformas" necessárias à contemporaneidade do mundo. No entanto, tais reformas, tal como têm sido concebidas e propostas, nada possuem de contemporâneo e muito menos de visionário. Tratam-se apenas de adaptações que ignoram as transformações extraordinárias que vêm ocorrendo, principalmente, em função das novas tecnologias da Informação e da Comunicação. Não são meras mudanças decorrentes da tecnologia, mas a superação virtual dos espaços reais, físicos, tais como concebidos em eras anteriores ao século XX.

Para se compreender a complexidade desse "Admirável Mundo Novo" e os impactos que dele advirão para as sociedades do futuro, é necessário antever algumas das possibilidades tecnológicas e as transformações que acarretarão na vida humana. Basta, porém, ter a convicção de que as instituições que existem hoje não terão lugar na sociedade do futuro. E esse futuro já bate à nossa porta, e as tecnologias existentes já permitiriam que essas transformações se processassem, não daqui a dez, cinquenta ou cem anos, mas agora!

O que certamente desaparecerá nesse mundo novo? O papel, os automóveis, o petróleo, os latifúndios, as aldeias, o casamento, as cadeias, a polícia, o exército, as assembleias, câmaras, congressos, partidos políticos e outras associações, a propriedade privada, os escritórios e organizações, os cinemas e as salas de espetáculo, as igrejas e as religiões, as escolas, os animais de abate, os zoológicos, a carne como alimento, o esgoto e os lixões, os fios, as linhas de transmissão de energia e as hidrelétricas, as ideologias e as guerras.

Muitos se perguntarão como seria possível um mundo sem essas instituições e sem esses objetos e conceitos, hoje essenciais para a vida de qualquer ser humano. Mas, se observarmos atentamente, todas essas "coisas" e conceitos são primitivos, e vinculados às características de nosso mundo em transição. Assim, passarei a descrever cada um deles e as causas de seu desaparecimento.

PAPEL. Só existe porque é usado, ainda, como meio de comunicação. Porém, as tecnologias digitais já tornam supérfluo e inaceitável o "papel" como mídia destinada à veiculação de idéias, de notícias e de conhecimentos. Estou escrevendo em um meio digital, para ser publicado em um espaço virtual, para conhecimento de milhões de pessoas que se interessem pelo tema e que sejam estimuladas pelas "tags" (ou palavras-chave) que eu colocar em minha mensagem. Tudo sem usar o papel. Além disso, o papel é fruto da destruição das florestas.

AUTOMÓVEIS. Como meio de transporte, os automóveis são resquícios de uma sociedade aristocrática e ineficiente. Todas as vias construídas para esse tipo de veículo são sub-aproveitadas, assim como o próprio veículo per se, que ocupa o espaço de dez pessoas sentadas em um veículo coletivo, mas transporta, em média, apenas duas. Veículos individuais e coletivos, percorrendo trajetos planejados, utilizando energias renováveis, substituirão os automóveis assim que outros paradigmas sociais tenham sido removidos.

PETRÓLEO. Simples corolário do item anterior, além do resultado do esgotamento desse combustível fóssil, o petróleo desaparecerá assim que sua produção e comercialização sejam inviabilizados pela produção de outras formas de energia renováveis, mais econômicas e não poluidoras. Talvez mesmo antes de que os investimentos do pré-sal tenham sido amortizados, o petróleo já terá se transformado em uma fonte proibitiva e inviável, política e economicamente, superado por fontes limpas e sustentáveis de energia.

LATIFÚNDIOS. Esse tipo de lavoura, que utiliza espaços gigantescos com baixa produtividade em relação ao consumo humano, e com enorme impacto sobre o meio ambiente, deverá ser substituído por fábricas de alimentos sintéticos, resultado do desenvolvimento da biogenética e de novas versões de transgênicos que não dependam do solo para sua fertilização e produção. Os latifúndios são o reflexo de uma sociedade feudal inaceitável, e que já deveria ter sido extinta, pois é geradora de privilégios e comportamentos inadmissíveis em um mundo superpovoado, como será a Terra no final deste século.

ALDEIAS. Pequenas aglomerações humanas se tornarão impossíveis em um mundo cujos espaços sejam cada vez mais insuficientes para abrigar uma gigantesca civilização cibernética. A ideia romântica de vilas, povoados e aldeias dará lugar ao pragmatismo da sobrevivência da espécie humana. Comunidades indígenas, quilombolas, de lavradores e ribeirinhos não caberão nesse mundo novo que se prenuncia. Serão absorvidas pelas novas cidades cibernéticas.

CASAMENTO. A união conjugal vem passando por transformações históricas. Embora a homossexualidade seja tão antiga quanto o homem, só neste século é que a sociedade passou a admitir que a escolha de parceiros sexuais é uma decisão que não cabe à sociedade julgar, em termos de moralidade. Por outro lado, o casamento, que nas suas origens representava a bênção da igreja para a procriação, deixou de fazer sentido com essas modalidades conjugais, tornando-se mero contrato social destinado a assegurar os direitos de cada parte na união.

CADEIAS. Prisões são feitas para isolar o indivíduo que quebra as regras de convivência social, em prejuízo de alguém que se sentiu lesado, ou como prevenção a novos crimes praticados contra a sociedade. Com o crescimento demográfico, as cadeias passaram a ser amontoados de pessoas, sem que pudessem cumprir a finalidade a que se propõem, qual seja a de dar ao prisioneiro uma oportunidade de se redimir pelos erros cometidos e se reintegrar na sociedade. A sociedade do futuro terá outros mecanismos e instrumentos para controlar e fiscalizar esses indivíduos, sem que, para isso, tenham que ser afastados do convívio social e serem mantidos em celas que mais parecem um zoológico. O que se prevê é a "reprogramação comportamental" através de sessões de medicação, condicionamento intelectual e até mesmo interferências genéticas na mente do indivíduo "meliante".

POLÍCIA. O aparato policial de que dispõe a sociedade para coibir, reprimir e capturar criminosos é desproporcional à sua finalidade social, e fonte de corrupção e descaminho. O futuro produzirá meios de controle social sem o uso de armas ou de violência, e poderá ser monitorado por centenas, milhares, senão milhões de câmeras distribuídas estrategicamente nos agrupamentos urbanos, e de aparatos (chips) instalados no indivíduo ao nascer. E a captura do criminoso se dará por meios legítimos de neutralização e remoção do indivíduo da cena do crime, até que sua "readaptação" social seja efetivada.

EXÉRCITO. Essa instituição só tem sentido na medida em que existem fronteiras, limites geográficos, e nações e países, que acreditam que o espaço de confinamento demonstra e caracteriza a personalidade e a identidade das pessoas com o espaço nacional dos países em que habitam. Abolindo-se as fronteiras, as bandeiras, os hinos e a história isolada desses países, o Exército se tornará inútil e supérfluo, e as guerras de conquista serão apenas memórias históricas de um mundo dividido por ideologias e conceitos medievais.

REPRESENTAÇÕES POPULARES. As assembleias, câmaras, senado, partidos políticos e outros tipos de representações populares serão consideradas nefastas e geradoras de discórdias. Por outro lado, o poder de manifestação será melhor exercido através de recursos tecnológicos que permitam, não apenas a formação de grupos virtuais heterogêneos, como estarão disponíveis através de diferentes ferramentas destinadas a criar e desfazer alianças temporárias, para finalidades variadas, conforme o interesse dos cidadãos, permitindo-lhes o exercício da democracia plena e da representatividade absoluta em cada nova situação.

PROPRIEDADE PRIVADA. A posse de bens é, talvez, a mais nefasta das concepções humanas, na medida em que cria a falsa ideia de que o mundo pode ser loteado para poucos, em prejuízo de muitos. Por outro lado, para que possuir bens se tudo pode ser usufruído por todos em qualquer situação, sem que, para isso, seja concedida a posse exclusiva e egoísta desses bens a um único indivíduo? O direito de uso não agrega valor a uma existência efêmera de poucas décadas. E a herança desses bens é o mais poderoso instrumento de perpetuação de castas e privilégios que a humanidade já tenha criado.

ESCRITÓRIOS DO FUTURO. Ainda nos parece essencial ter um lugar físico para se exercer as atividades burocráticas de uma organização. A esses lugares se denominou, no passado, de "escritórios", ou "lugar para se escrever". A ação de se escrever era, no passado, difícil e restrita aos poucos (geralmente, os "escribas monásticos") que dominavam a "arte da escrita", ou seja, o conhecimento de um idioma, com seus símbolos gráficos, regras de sintaxe e ortografia, e o manuseio de pincéis ou canetas; as máquinas de escrever e, principalmente, a estrutura organizacional física surgiram com a revolução industrial. Escritórios do futuro já existem, e são virtuais. Podem estar em locais compartilhados e temporários, podem estar nas casas dos funcionários, os "home office", ou podem, simplesmente, não existir, na medida em que cada pessoa estaria exercendo suas atividades em qualquer lugar, conforme seu conhecimento ou experiência, sendo que a articulação dos processos seria construída conforme a necessidade momentânea ou duradoura de um projeto, programa ou plano. Assim, não existiriam organizações formais, mas grupos de trabalho destinados a exercer atividades específicas, enquanto fossem necessárias, desfazendo-se quando a função, ou a missão, ou o projeto estivesse concluído. Simples assim.

CINEMAS E SALAS DE ESPETÁCULO. As manifestações artísticas e culturais estariam disponíveis a todo momento, cada grupo podendo se apresentar virtualmente, para quaisquer públicos interessados. Estes, por sua vez, teriam condições de se manifestar virtualmente, fazendo parte do espetáculo de forma interativa, anônima ou não, agrupando-se também de forma virtual, enquanto fosse de seu interesse. Cada indivíduo ou grupo, seja de atores, seja de espectadores, se formaria e se desintegraria para cada apresentação. Todos os espetáculos poderiam ser guardados virtualmente, fazendo parte do acervo individual ou coletivo, através de filtros de seleção e preferências manifestadas.

IGREJAS OU RELIGIÕES. Assim como os partidos políticos, as igrejas e as religiões criam instituições sectárias preconceituosas, perniciosas à harmonia social, devendo ser definitivamente extintos e proibidos. A manifestação de ideologias, sociais ou espirituais, deve ser livre e fazer parte da cultura de qualquer indivíduo, sem que, para isso, se converta em seita de fanáticos, que se manifestam coletivamente, perdendo sua identidade individual, e tornando-se, portanto, impessoal e ameaçadora à paz e à liberdade coletiva. Talvez, esta seja a maior das transformações que o mundo, tal qual o conhecemos e o experimentamos, presenciará nas próximas décadas, uma vez que extinguirá a farsa que domina, pela ignorância, as mentes dos menos privilegiados, intelectualmente.

ESCOLAS. Pode parecer estranho não existir escolas, mas elas apenas existem porque a transmissão do conhecimento ainda é primitiva e lenta. Passamos cerca de um quarto de nossas vidas aprendendo coisas inúteis, desconexas ou desnecessárias às atividades que exercemos, deixando de aprender o essencial, que é o conhecimento da finalidade da vida, da missão da sociedade humana, da percepção das sinapses que construímos em nossas mentes, e dos valores e princípios que deveriam nortear o comportamento humano, sem ter, contudo, o domínio do processo de organização desses complexos caminhos de armazenamento, de busca e de organização da inteligência humana.

ZOOLÓGICOS, ANIMAIS DE ABATE E A CARNE. Uma das mais importantes mudanças no comportamento humano será o entendimento de que não podemos ser carnívoros, seja porque as proteínas da carne não são as únicas que poderiam suprir nossas necessidades diárias, seja porque, neste futuro utópico, a comida será sintetizada artificialmente, acabando com as fazendas agrícolas e a criação de animais para abate, seja, ainda, porque precisaremos de todo espaço disponível na Terra para o lazer, as habitações e as atividades humanas. Zoológicos são aberrações que criamos para conhecer os animais, que deveriam estar vivos em seus habitats, e não confinados em jaulas ou em paisagens artificiais, construídas para serem usadas como presídios de visitação e deleite dos seres humanos.

DEJETOS HUMANOS: OS LIXÕES. Segregamos locais para despejar o nosso lixo, transportado por tubulações e veículos de carga, deixando de reaproveitá-lo para reuso e consumo. Esses lixões e esgotos são uma excrescência de nossa civilização e deverão ser eliminados. Os processos de separação e tratamento do lixo devem fazer parte de nossa rotina diária, e não servir de motivo de segregação de uma população diminuída em seu papel de seres humanos catadores e separadores de nosso próprio lixo.

PRODUÇÃO E TRANSPORTE DE ENERGIA. Outra forma primitiva de atividade, que caracteriza nossa sociedade humana, é a produção e o transporte de energia: hidrelétricas, termelétricas, usinas nucleares, linhas de transmissão, com enormes perdas pelo caminho, estações rebaixadoras e todo esse processo antiquado de produção, transporte e distribuição de energia deverá ficar no passado. Cada unidade humana, seja uma residência, seja uma unidade produtiva, seja qualquer equipamento útil, deverá ter sua própria fonte de energia, eliminando toda essa estrutura produtora e portadora que existe hoje.

IDEOLOGIAS E GUERRAS. Talvez devêssemos acrescentar, a essa dupla concepção, as religiões, já tratadas junto aos partidos políticos e associações. O fato é que toda dissidência humana se inicia em um embate de ideias sem o propósito construtivo da manifestação intelectual, mas apenas com a intenção de fazer prevalecer nosso ponto de vista ao dos nossos adversários. Daí, talvez, a necessidade de se discutir, aqui também, as atividades competitivas dos seres humanos, como o futebol e outros esportes geradores de discórdia e desunião. Mas trataremos apenas das ideologias e das guerras. Extintos os territórios, os países e seus limites, as guerras deixariam de existir, assim como as disputas pela sua posse. Não precisamos de terrenos murados, cercas, bloqueios de qualquer espécie, destinados, única e exclusivamente, a demarcar territórios que não nos pertencem. O mundo é dos seres vivos, independentemente de sua inteligência, sua cultura, suas linguagens e suas construções mentais. Quem contestará o fato de que surgimos da evolução das espécies? Quem assegurará que outras espécies poderão, eventualmente, evoluir para outras formas de vida inteligente, até mais qualificadas do que os seres humanos, tal como somos?

Essas considerações despretensiosas foram escritas para meditarmos a respeito do que nos separa, daquilo que nos segrega em nossa sociedade atrasada e arrogante, tornando ideias, que deveriam existir para serem compartilhadas, em armas para nos separar e desunir. Acabamos de sair de uma disputa ideológica que não trouxe vitoriosos, mas apenas perdedores. Tendo sido discutido exaustivamente o tema das "MUDANÇAS" por ambas as candidaturas finais do confronto ideológico, tudo o que não aconteceu foram "MUDANÇAS"! Ficou o mesmo grupo no poder, com as mesmas ideologias ultrapassadas, confrontadas com outro grupo ideológico também ultrapassado. Ficou um gosto amargo da derrota para ambas as partes, que não conseguiram convencer o eleitorado da prevalência de suas ideias às ideias opostas. Usou-se de artifícios e mentiras para iludir uma parcela indefesa da sociedade. Perdeu-se uma oportunidade de nos afastarmos da disputa ideológica para algo mais pragmático, como a "SUSTENTABILIDADE" de nossos processos produtivos, sociais, intelectuais, comportamentais, diante de um mundo em transformação, onde as "MUDANÇAS CLIMÁTICAS" determinarão os rumos de nossas vidas nas próximas décadas.

O que virá do caos decorrente de nossas ações predatórias sobre o Meio Ambiente? O que restará depois dos desastres ecológicos que arruinarão nossos sistemas produtivos medievais? Como subsistiremos à morte de nossas fontes de recursos naturais, quando os processos predatórios tiverem exaurido essas riquezas naturais, que desaparecerão pela perversidade e ignorância de governos despreparados para gerir o Universo em que habitamos? São essas as questões que estão em pauta, não a cor da pele e de nossa ideologia, ou a "magnanimidade" das migalhas distribuídas a uma parcela desta sociedade desigual, arcaica, feudal, primitiva, egoísta, sem solidariedade, sem compaixão, sem amor ao próximo, que são estes os princípios e valores essenciais à vida inteligente.

E não saberemos dizer quando teremos outra disputa que valha a pena ser realizada. Esta, certamente, não serviu para nada. Saímos perdedores, acusando-nos, mutuamente, dos mais torpes preconceitos! Perdemos diante de nossos "inimigos", que são nossos irmãos de sangue, de culturas, de herança genética, de vizinhança, de território, de costumes, ainda que primitivos! Quando teremos nossa próxima oportunidade de rever nossos conceitos? Quando aprenderemos a debater ideias sem que, para isso, tenhamos que humilhar nossos adversários com palavras grotescas e arrogantes, acreditando que as "Nossas Verdades" sejam melhores que as "Verdades Alheias"?

Não existem VERDADES! Existem conceitos divergentes, que o próprio tempo cuidará de comprová-los falsos e decorrentes de nossa percepção míope do Universo que nos cerca. E esse tempo, que nos levará muito antes que tenhamos tempo de aprender o suficiente para sermos humildes, acabará por dar fim a essa humanidade que se vangloria de ser a espécie mais bem sucedida da face da Terra! Será mesmo? Pois seremos nossos próprios algozes, e exterminaremos nossa própria raça, a despeito de cores, credos, ideologias, conhecimentos científicos, realizações materiais ou desenvolvimento tecnológico.

Ao pó das estrelas retornaremos, e lá permaneceremos por milhões, bilhões de anos terrestres, à espera de que a casualidade combine nossas moléculas esparsas, catalizadas por acontecimentos e fenômenos igualmente aleatórios, reconstituindo novas formas de vida que, por sua vez, se reorganizarão até que, um belo dia, nova vida "inteligente" venha a surgir e se desenvolver, cometendo os mesmos erros e determinando o fim dessa nova espécie.

Esse é o ciclo do próprio Universo. Existirá um DEUS, uma inteligência que, como um maestro, conduza o tempo fictício e os eventos cósmicos  em direção à constituição cíclica de eras geológicas, manifestações naturais, surgimento de espécies "VIVAS" e seu desaparecimento, sem que, aparentemente, nada faça sentido para nós, reles seres humanos em vias de extinção? Jamais saberemos.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

THE DAY AFTER

FESTA NA PAPUDA!
A desconstrução da Nação brasileira não se consumou ontem. Ela apenas começou. O que se pode afirmar é que o vaticínio de Zé Dirceu, de que o PT precisaria de 20 anos no poder para implantar definitivamente o seu "modelo político chavista", está prestes a se tornar realidade. Depois de mais quatro anos de Dilma Rousseff, a "Coração Valente", haverá a volta triunfal do "Grande Mestre do Ilusionismo" Lula Inácio Lula da Silva, coroando sua "obra magistral". 

O que aconteceu foi uma tragédia sem retorno: o Brasil foi dividido entre adeptos do PT e seus inimigos, entre o Norte/Nordeste e o Sul/Sudeste/Centro-Oeste, numa reconstituição da Confederação do Equador. E essa obra precisa ser "creditada" também ao PSDB, que não apenas participou de muitos escândalos financeiros recentes, como também ajudou Dilma e seus "Companheiros" a destruir a imagem pública de Marina Silva com mentiras.

O PT herdará de si mesmo um país dividido entre os que votaram pela continuidade do processo de implantação de seu "modelo sui generis" de governo populista, e o "ancien régime" do PSDB, que tenta restaurar os privilégios da aristocracia. E essa luta também divide os partidos políticos em dois blocos radicais, que não admitem o diálogo nem a coexistência pacífica, pois a nenhum interessa "baixar a guarda" diante do "inimigo".

Porém, ambos estão na contramão da história, pois não percebem as transformações que se processam, inexoravelmente, no mundo contemporâneo, deixando a "Guerra Fria" no passado. Mesmo a dicotomia "esquerda-direita" já perdeu seu significado (se é que houve, algum dia, essa oposição). Mais do que ideologias ultrapassadas, esses partidos políticos não enxergam as urgências de transformação do modo de vida dos seres humanos para continuar a existir.

Sustentabilidade não é uma palavra vazia, como querem fazer ver os inimigos da Natureza. É uma premência, uma imperiosidade, uma urgência para que a humanidade não mergulhe em um abismo de escassez de recursos irreversível. A contrapartida da Sustentabilidade é a devastação total dos recursos essenciais à vida, quais sejam: as florestas, os rios, os animais e o equilíbrio ecológico, sem o qual não será possível a existência humana sobre a Terra.

Mas voltando à famigerada política do "toma lá dá cá ", que esses políticos compreendem muito bem, o petismo lulista também está acuado em seu próprio covil: a coligação "heterogênea e pragmática" que montou será também o seu caixão e sua tumba. As concessões que terá que fazer aos partidos da "base governista" serão tantas e tamanhas que comprometerão seu próprio projeto de poder. Os oportunistas que os cercam não permitirão a "governabilidade" necessária para sair da crise político-financeira em que se meteram.

Propostas esdrúxulas, como a do plebiscito para fazer a reforma política, ou a promessa de combater a corrupção (a raposa cuidando das ovelhas) são meras cortinas de fumaça para disfarçar a falta de um projeto de governo. Como sair desse lamaçal de denúncias de corrupção? Como "fazer as pazes" com os empresários do bem? Como concluir tantas obras inacabadas sem comprometer ainda mais as contas públicas? Como combater a inflação e manter, ao mesmo tempo, a política do clientelismo-assistencialismo em que se meteram?

São muitas as dúvidas e poucas as alternativas possíveis diante de um país dividido e fragmentado. Nem mesmo o discurso hipócrita de vitória, com sua claque de fanáticos uivando atrás, terá o poder de reconciliar a Nação derrotada. Aquela pantomima demonstrou o estado de espírito dos "vencedores" com relação aos "vencidos", e nos permite antever o clima de beligerância que predominará, no Congresso e fora dele, entre petistas e tucanos.

Resta-nos continuar nossa luta contra esse novo modelo de ditadura populista implantada pelo PT, com a conivência e a omissão dos empresários, que se beneficiam das obras superfaturadas que proliferam pelo país. Resta-nos continuar carregando a bandeira da Sustentabilidade, acreditando na remota possibilidade de resgate dos valores éticos e morais da sociedade, por um acaso do destino que não saberíamos explicar, a não ser pela esperança, que deve ser sempre a última a se acabar! Dará tempo? Provavelmente, não...

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

CAMPANHA DE MOBILIZAÇÃO NACIONAL PELA IGUALDADE DE DIREITOS: "EU TAMBÉM QUERO SER CORRUPTO"!

Um grande país se faz com mentiras e propinas! Liberdade para os corruptos!



Para que trabalhar, se posso ser sindicalista?


Para que me estressar se posso conseguir um "emprego" como assessor de porra nenhuma em uma repartição púbica do Estado? Para que estudar, se, sendo sindicalista, posso ser também presidente da república, ser admirado no mundo inteiro, ganhar títulos de "doutor honoris causa" sem nunca ter frequentado os bancos de uma faculdade? Apenas porque estou distribuindo dinheiro em troca de votos? Isso é bíblico: "Bem-aventurados os pobres de espírito porque deles é o Reino dos Céus"! Também quero ser pobre de espírito!


Para que ter ideais, se idéias medíocres conquistam milhões de eleitores que mal sabem escrever seu nome em um formulário para pedir uma casa própria ("Minha casa, minha vida"!) de presente para o "papai noel" brasileiro, aquele sapo barbudo que fala roncando, tropeça nas palavras e parece, de fato, um fanfarrão de segunda categoria em um trailer de mambembes, rodando pelo interior do Brasil, nas travessas dos assentamentos?


Por isso, daqui para sempre quero ser igual aos nossos líderes mais bem sucedidos: quero propina! Quero cargo público sem ser concursado! Quero falar besteiras na televisão e, por isso, ser admirado! Quero receber dinheiro de empresas que deram dinheiro para minha campanha política e, depois de eleito, quero fazer milhares de licitações para retribuir a infinita generosidade desses empresários! Quero destruir florestas e rios, quero ter imensas fazendas na Amazônia para criar milhões de cabeças de gado, plantar muita soja transgênica e construir gigantescas hidrelétricas (na Amazônia), pelo simples prazer de derrubar árvores e matar índios! Não foi assim que o Brasil foi construído?


Mas, mais do que tudo, quero ser Presidente da República!


Vou esquecer meus estudos, minha cultura, minhas ideologias, minha história de vida e as lições de dignidade que meus pais me ensinaram, e vou contratar o João Santana para ser meu marqueteiro! Vou dizer tudo o que ele mandar, diante das câmeras, sem vergonha, não importa que eu vá destruir meus adversários com mentiras, pois o que importa mesmo é enganar o povo e ser feliz, ainda que às custas das desgraças alheias!


Vou abrir, hoje mesmo, um abaixo-assinado no Avaaz, pedindo a libertação de Marcos Valério! Sim, ele, o operador do Mensalão! Afinal, por que ele tem que cumprir 40 anos de cadeia, enquanto seus mandantes da Papuda fazem gestos obscenos, com o punho em riste, posando de heróis diante das câmeras de TV, cumprindo uma mísera pena de um ano de cadeia, e sendo soltos por ordem do Olimpo, ou seja, nossa egrégia Corte Suprema, repleta de petistas, encantados com seu líder máximo, dizendo: "Eu não sei de nada! Não vi nada! Não peguei uma nota sequer que meu filho colocou na cueca para fugir das autoridades! Aliás, nem sei porque ele fez isso, se a Polícia Federal nunca iria prender o filho do herói nacional, que resgatou o Brasil das mãos do FMI para entregar para as empreiteiras!" Bem, ao menos, elas são brasileiras, não é mesmo?


Pois então, curtam minha CAMPANHA DE MOBILIZAÇÃO NACIONAL PELA IGUALDADE DE DIREITOS: "TAMBÉM QUERO SER CORRUPTO"! Vocês encontrarão, em seguida, o link para o abaixo-assinado do Avaaz! Assinem e passem adiante! Divulguem no Facebook, pois eu não tenho mais essa merda! Não deixem um corrupto sequer passar vexame na cadeia! Eles não merecem, pois o chefe supremo já lhes garantiu a impunidade para qualquer crime de corrupção que possa vir a ser praticado neste país! E viva a hipocrisia!


Vamos até propor um novo Prêmio NOBEL: já que, em séculos de história e de vida cultural, não ganhamos sequer um prêmio por mérito intelectual, vamos propor a criação do PRÊMIO NOBEL DE LULISMO EXACERBADO àqueles que surpreenderem os petistas pela criatividade em novos métodos de usurpação do patrimônio público nacional! A vantagem desse prêmio é que asseguraremos uma premiação anual exclusiva, apenas para brasileiros petistas e seus aliados! "per omina saecula saeculorum", amém! Votem! Votem! Votem!

Segue o link para o abaixo-assinado do Avaaz:


http://www.avaaz.org/po/petition/Presidenta_Dilma_Rousseff_Ajudem_a_criar_o_Premio_Nacional_de_Corrupcao_Ativa_e_Passiva/?nGgsTab


Divulguem! Não deixem de prestigiar os corruptos de nosso país!

A "NOVA" PRESIDENTA: "IDEIAS NOVAS"!



Quem é essa "nova" ocupante do "Palácio Presidencial"? Lula dissera que ela seria a "gerentona" do PAC, aquele amontoado de "projetos" engendrados pelos feiticeiros do governo petista, responsáveis por transformar fumaça em poderosos artefatos de poder.

Dizem que ela é eficiente e prática, fazendo de um limão uma caipirinha para seu mago e patrão, o Lula. Dizem mais até, fazendo um programa de esmolas parecer uma bênção divina, transformando miseráveis em consumidores fanáticos e compulsivos.

Dizem até que ela faz chover em plena Caatinga, mesmo em tempos de estiagem das mais violentas! Ela deve ser mesmo fantástica, pois mesmo na mais profunda crise de credibilidade conseguiu reverter as expectativas e se reeleger "presidanta do Brasil"!

Por isso, devemos edificar um altar enorme, em todas as praças públicas do Norte e do Nordeste, e colocar uma imensa imagem dela num pedestal de ouro, cravejado de diamantes, cercado por jardins imperiais, permitindo que seus adoradores se ajoelhem diante de sua "salvadora" e orem por sua alma quando ela for para o inferno!

A ELEIÇÃO ACABOU



Não é apenas pelas pesquisas que se constata o fim desse processo, a um só tempo trágico e deprimente. O resultado final está posto para quem quiser ver: o PT permanecerá no poder pelos próximos quatro anos, potencializado pelas violências verbais de ambas as partes. Quem perdeu foi a Nação, humilhada por uma campanha torpe e vil. Não há vitoriosos, apenas vítimas e dominadores.

Vejo esse momento como um hiato, aquela calmaria antes da tempestade. Momento triste de nossa cultura e de nosso povo, em que as poucas conquistas cedem lugar ao marasmo das tardes tórridas de um deserto intransponível. Permaneceremos aqui por longos anos, observando as possibilidades perdidas, os sonhos interrompidos, as memórias apagadas.

O que fazer desses dias intermináveis? Como reconstruir um futuro que já não está mais no horizonte? É como se chegássemos na estação um minuto depois do trem partir. Sentamo-nos em um banco, defronte à linha do trem e olhamos para trás. Nada há para ser feito. O próximo trem só virá daqui a quatro anos e talvez eu já não esteja mais aqui.

Como voltar para casa? Como retomar a vida, fingindo que não fomos os culpados dessa situação? Não há nada mais a fazer. Apenas esperar que o tempo passe, que a vida acabe, que a morte nos leve, que os erros ensinem o que não soubemos transmitir.

Então, diante de nosso espelho, confessamos nossa culpa: as palavras não têm o poder de mover montanhas, como a Bíblia diz. O tempo segue seu curso, independente de nossa vontade. O mundo segue seu destino, arrastando consigo as civilizações.

E a morte nos transporta para o vazio, para o esquecimento, para a solidão da terra e para a dissolução da matéria. E nada podemos fazer para mudar a fatalidade. Fica a frustração e o sentimento de impotência perante o Universo: nada somos, nada fizemos de relevante, nada levaremos desta vida.

Boa noite!

O OCASO DE UMA ESTRELA






O "DIA D" está chegando, e muitas questões a respeito dos programas partidários (eles existem?) não foram respondidas, deixando atônitos aqueles eleitores que não se sentem confortáveis com qualquer alternativa de candidatos posta à nossa disposição. Esta é a antiga e surrada classificação de ideologias de "direita" e "esquerda": "Os termos "esquerda" e "direita" apareceram durante a Revolução Francesa de 1789, e o Império de Napoleão Bonaparte, quando os membros da Assembleia Nacional se dividiam em partidários do rei, à direita do presidente, e simpatizantes da revolução, à sua esquerda." (Wikipedia)

Somente quase dois séculos depois, durante a guerra fria, que "direita" passou a simbolizar os políticos conservadores, reacionários e aristocráticos, e "esquerda" os comunistas, marxistas, socialistas, revolucionários. Mas isso não é mais verdade, e os partidos se mesclaram em "ofertas" ideológicas dignas de enrubescer qualquer filósofo marxista! A dicotomia não mais existe.

Hoje, a questão é mais complexa ("Diga-me com quem anda e lhe direi quem você é")! Olhando o amplo e heterogêneo espectro político que define as ideologias do PT e PSDB, sobra um conglomerado disparatado e amorfo, pronto para aprovar qualquer proposta encaminhada ao Congresso. Apenas para citar o PT, como exemplo mais grave, que, em 2010, compôs uma "base aliada" de 22 partidos políticos: PT, PMDB, PC do B, PRB, PSB, PR, PTB, PV, PDT, PP, PDB, PT do B, PRTB, PRP, PMN, PHS, PTN, PSC, PTC, PSD, PSDC e PSL. Como imaginar que grupos tão heterogêneos podem caminhar juntos sem ferir os princípios partidários de cada legenda? O resto dos 30 partidos, na ocasião, se aliou ao PSDB para formar a "oposição", murcha, incompetente e insípida, que deixou o PT de Dilma fazer o que queria durante quatro anos! Como contestar agora?

Afora a campanha raivosa de ambos os candidatos, e a histeria dos petistas aloprados que pululam nas ruas, com suas buzinas e apitos, perturbando nossa paz, pouco restará dessa eleição que possa lembrar, de longe, os princípios democráticos sobre os quais se fundamenta a Nação Brasileira. Promessas inexequíveis, mentiras, calúnias, ofensas pessoais, uso de dinheiro público nas campanhas e fora delas, falsidade ideológica, ocultação de informações que demonstram realidades diferentes entre a visão dos candidatos e seus partidos, e os fatos vergonhosos de um governo corrupto, colocados debaixo do tapete, até que o resultados das urnas confirmem o vencedor, pois tudo isso não importa ao eleitor.

A manipulação de números, muitas vezes falsos e sempre descontextualizados, é grosseira e afronta nossa inteligência. Porém, a massa ignara, tornada vassala do PT, não perceberá que, mais uma vez, foi ludibriada e iludida com falsas promessas impossíveis de se realizar. Cabe a nós, conscientes dessa realidade perversa, lamentar que somente dentro de quatro ou cinco anos teremos uma nova oportunidade de mudar esse nosso país. Certamente, sem o apoio das ruas. Parece que a Nação brasileira não percebe que não tem como reparar os danos dessa campanha podre, fedorenta, medíocre, levando um dos dois piores candidatos a tomar posse no Palácio do Planalto, trocando ou não o inquilino da Alvorada. Serão 1490 dias (ou 1625, se as regras eleitorais mudarem) de angústias e remorsos pela escolha malfeita. Minha única opção, infelizmente, foi a grande vítima dos "processos de desconstrução" promovidos no 1º turno.

Como evoluirão os acontecimentos nesse futuro próximo?

Se não houver a troca da guarda, o que teremos é mais um governo frouxo, permeado de escândalos financeiros, engordando os bolsos dos financiadores de campanha através de obras superfaturadas, mal administradas e inacabadas, a a "evolução" de um modelo político clientelista e medonho, fazendo estremecer as memórias dos poucos políticos que prestaram neste país, a despeito de suas ideologias. Certamente, teremos novos capítulos do drama latinoamericano: "O Bolivariansmo como instrumento de desconstrução das elites"!

Se esses oportunistas forem, finalmente, retirados de circulação (pelo menos nos corredores do Planalto), haverá um esforço tênue de saneamento das finanças públicas, uma frágil tentativa de recuperação dos valores morais da sociedade, mas poucas ideias criativas, uma vez que os financiadores de campanha foram os mesmos para ambas as candidaturas. Talvez a inflação volte ao controle, talvez a estrutura petista nos ministérios e empresas estatais seja parcialmente desmontada, talvez a reeleição para os cargos do executivo seja banida, retomando o período quinquenal de mandatos eletivos, reunificando as eleições em todos os níveis.

Mas, de sólido, de concreto, pouco se fará, pois as ideias novas se esgotaram com o desaparecimento dos políticos que sobreviveram à ditadura, mas pereceram nas praias da corrupção que tomou conta das instituições públicas. Pode ser que o financiamento de campanhas seja regulamentado para onerar os bolsos dos contribuintes, mas os bolsos que se encherão com as propinas serão os mesmos de agora, visto que, de profundo, de revolucionário, nada acontecerá. Maquiadas as regras da política, corruptos e corruptores voltarão a circular livremente pelos corredores do pode central; empreiteiras continuarão a transferir dinheiro para as contas de políticos nos paraísos fiscais; a Natureza, os Indígenas e os Quilombolas continuarão a ser tratados como escória humana, em favor das mega-construções, dos assentamentos na Amazônia e da mineração, que terá, finalmente, seu "marco regulatório" confirmado no Congresso Ruralista, e os ministros dos tribunais superiores continuarão a disfarçar, em sua linguagem medieval de palavras arcaicas e de conteúdo indecifrável, os favorecimentos das causas ganhas (ou perdidas?) aos salafrários sustentados pelo poder central.

Enfim, tivemos a oportunidade de ouro, com Marina Silva, e a desperdiçamos, assim como o povo Norte-Americano desprezou a escolha de AL Gore em favor de George Bush! Tenho pena daqueles que pensam ser heróis, mas não passam de cordeirinhos estúpidos, assentindo com a cabeça a ordem de seu chefe travestido de sapo barbudo, de voz grossa e rouca, de frases mal construídas, permeando as fronteiras do grotesco, do hilário e do folclórico! Que sejam felizes com suas escolhas; nos encontraremos no futuro...

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

IndigNação


Perdeste, de nós, o respeito, Pátria minha,
Mãe tão pouco gentil…
Terra em que tudo se dá,
Fecundada a bem só de poucos,
Estuprada de má semente,
Parida na escuridão !…

Indigna é essa Nação
De cabisbaixa Gente calada,
Descrente de seu Porvir…

Onde brilhará o Sol de nossa Liberdade,
Se seus fugidios raios
A poucos, somente, aquece,
Aos poucos se arrefece,
Minguando-se a energia,
Desnutrido em alegrias,
Da Alma que se perdeu ?!!!

Proscrita a Ideologia,
Quem irá nos resgatar
A Honra, a Justiça, a Igualdade ?…

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

QUEM VOTA NO PT?




"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos sem-caráter, dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King)

Os Petistas, espécie de fanáticos trotskistas xiitas fundamentalistas, que se consideram os únicos donos da verdade, os heróis salvadores da Pátria, identificados por uma pseudoidentidade latino-americana denominada "Bolivarianismo", cujo líder máximo foi o ditador Hugo Chavez, e que pretendem implantar, no Brasil, o velho e fracassado comunismo, a qualquer preço, e à revelia da população, pois acreditam ser esta a sua Missão na Terra.

Os oportunistas safados que, como moscas varejeiras, vivem dos excrementos da política corrupta que dominou o país, e se aproveitam do fanatismo petista para roubar a Nação, pois sabem que o PT acredita que "os fins justificam os meios", e a Justiça já teria sido comprada com o dinheiro do Escândalo do Mensalão e de outros golpes sujos, como os da Petrobrás.

Os "inocentes úteis", pobres e iludidos usuários dependentes do Bolsa Família e de outras políticas assistencialistas implantadas pelo PT em seus 12 anos de triste e arrogante dominação, em que se esqueceram do Partido Ético que tanto nos encantou, mas ficou no passado, como amarga lembrança de nossas lutas pela democratização do país.

Em qual grupo você se encaixa?

domingo, 5 de outubro de 2014

O FIM DE UM SONHO


As forças reacionárias assumem a decisão final. O novo, o diferente, aquilo que fugiria do lugar comum está sendo derrotado pelo poder do mal e pela aristocracia dos privilegiados. A única proposta verdadeira de mudanças está sendo suplantada pela covardia dos brasileiros, que preferem assegurar sua fatia na divisão do bolo do poder a arriscar uma nova forma de se fazer política.

Depois de uma covarde e injusta saraivada de agressões e ofensas infundadas, nossa candidata sucumbiu à mídia, aos oponentes e à população ignara. Definitivamente, não existe espaço para resgatar a decência em nosso país. Já nem mais importa saber se A ou D sairá vencedor, pois qualquer um deles já tem seu script definido, um palco marcado, e uma plêiade de nanicos ávidos de se alimentar das migalhas do poder. Era exatamente isso que disseram para Marina: "você pode até ganhar, mas jamais governará nesta casa de corvos!". Era do Congresso Nacional que estavam falando. E sabiam o que diziam, pois a podridão do Congresso fede em todos os rincões do pais.

De um jeito ou de outro, o Brasil já está de luto, pois perdemos a grande oportunidade de nos alinharmos à luta pela Sustentabilidade, imprescindível para o resgate do nosso planeta, assim como o resto do mundo, incluídos aí os Estados Unidos e a China, os dois grandes vilões da emissão de carbono na atmosfera. Nossa contribuição, porém, não é menor, pois além do CO² das imensas queimadas da Amazônia, estamos reduzindo drasticamente as florestas e as reservas gigantescas de água potável de nossos ecossistemas. Não tardará para que os resultados se manifestem nas mudanças climáticas que virão, inexoravelmente.

Mas será tarde demais, assim como acontecerá com a personalidade do povo brasileiro, pois já nos acostumamos a viver na lama da corrupção, onde pululam as fezes da política nacional, e a putrefação dos cadáveres da decência, da ética e da moralidade pública. Depois de mais quatro anos de lambanças e desgoverno, pouco sobrará para salvar nosso país. Curiosamente, olhando para o passado e para nossa História, constataremos quantas vezes desprezamos as oportunidades de nos tornarmos uma Nação adulta e digna de ser admirada pelo mundo. Hoje, apenas alimentamos o desprezo das nações civilizadas.

Já não resta nada a se fazer. As cartas foram jogadas e, como um bom poker, muitas foram tiradas das mangas dos trapaceiros para burlar a justiça eleitoral. Aliás, nem precisavam disso, pois a tal "justiça" também está nas mãos deles, e foi muito bem utilizada para desequilibrar o "jogo democrático" em favor dos ocupantes do poder. Nessa luta desigual Davi não venceu Golias, mas foi nocauteado por ele. Pareceu, como de fato foi, uma luta entre adultos sem escrúpulos, e uma criança guerreira, com arco e flecha, despreparada para contenda tão surreal.

Logo mais, votaremos para sufragar aqueles que já sabemos, de antemão, vencedores. Porém, será uma vitória de Pirro, pois todos perderemos com o que vier. Não existe possibilidade de um resgate da Democracia, como ela foi concebida por Sócrates, Aristóteles, Platão e, especialmente, Clistenes. A palavra perdeu seu significado mais profundo, e hoje simboliza apenas a oposição às ditaduras. Porém, se refletirmos sobre o país em que vivemos, poderemos nos perguntar: "se Democracia e Liberdade estão intrinsecamente vinculadas, como afirmar que não vivemos em uma Ditadura?". De fato, nesse arremedo de estado democrático, parafraseando Orwell, "alguns são muito mais iguais do que os outros"!

E continuarão assim, não importa qual dos dois vencerá a disputa desleal. Os mais iguais da atual inquilina do Planalto são os poderosos abutres que rodeiam a carniça das obras do PAC, as terras das populações tradicionais e as riquezas que elas preservam, sejam estas os minérios, ou a própria essência das florestas. Já os mais iguais do concorrente são as Oligarquias tradicionais, construídas nos tempos do Império Colonial, e que perduram até hoje. Destarte, já não estou mais interessado no vencedor, mas em nós, pobres mortais, que não reivindicamos o domínio de uns sobre os outros, mas apenas a liberdade, a igualdade e a fraternidade, que deveriam ter sido aprendidas e praticadas há mais de dois séculos, lema que foi da Revolução Francesa. Pena que não tenhamos mais a guilhotina...

No afã de "desconstruir" a figura pública e humana de MARINA SILVA, "A" e "D" conseguiram, de fato, DESCONSTRUIR a própria Nação Brasileira e sua frágil e insustentável Democracia. Não há como baixar tanto o nível de uma campanha política sem que, com isso, todo o processo eleitoral e toda a sociedade sejam atingidos em sua essência, e com tal magnitude que o resultado final deixe de justificar-se por si mesmo. Não existe Democracia sem respeito ao ser humano, ao cidadão, aos valores fundamentais do indivíduo e do organismo social em sua totalidade.

Bem, meu recado foi dado. Não sou o dono da verdade, reconheço, mas sou o dono de meus princípios, de meus valores éticos, e não encontro, nesses que restaram na disputa, identidade com o que considero, modestamente, "retidão de caráter"! Portanto, que o caminho seja árduo o bastante para que todos aprendam a lição. E que tenhamos, ainda, alguma bondade no coração para perdoá-los, mesmo sabendo o que fazem!
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05/10/2014 - 19:36 h

Apresentados os resultados da pesquisa de boca de urna, a conclusão é a mesma: perdemos a eleição para Aécio Neves e Dilma Rousseff, que partem para o segundo turno em situação indefinida. Aécio cresceu para 30% e Dilma teria 44%. Marina SIlva, nossa candidata, termina a eleição com apenas 22%, praticamente a mesma votação que teve em 2010. Resta-nos lastimar que tenhamos chegado a esse resultado através de uma eleição em que o desrespeito à pessoa humana e pública de Marina Silva foi praticado sem que o TSE tomasse qualquer atitude, o que mostra que também o Judiciário está infestado pelo PT. Dias Tóffoli, ex-advogado do PT, demonstrou sua total incapacidade de presidir a instância máxima da Justiça Eleitoral. Temos, portanto, o PT presidindo o TSE e o STF, a instância máxima do Justiça do Brasil.

Os resultados preliminares, com a abertura das urnas, às 19:14 horas, é ainda pior: Dilma com pouco mais de 40% e Aécio com cerca de 35%. Certamente, não participarei da votação do segundo turno, pois, mesmo querendo que o PT deixe o poder, não posso dar meu voto ao PSDB por todas as razões que já manifestei em minhas postagens anteriores. Certamente, Aécio não me representará, assim como FHC, Dilma e Lula não me representaram. Minhas bandeiras são outras, e vejo que o eleitorado brasileiro continua muito volátil como sempre foi, o que demonstra a falta de maturidade intelectual e a falta de consciência político-ideológica do povo brasileiro. Assim como ocorreu em 1964, quando o país mergulhou em uma ditadura militar que se mostrou trágica, e o povo brasileiro não tinha nenhuma consciência política do que representava o Socialismo como alternativa ideológica em contraposição ao Capitalismo, hoje, a população brasileira não tem consciência do significado de Sustentabilidade Econômica, Sociopolítica e Ambiental para o Brasil e para o Planeta Terra.

Continuaremos, portanto, com o modo de produção agropecuário, expandindo as fronteiras agrícolas para além dos limites do suportável, até que a Natureza se manifeste e coloque o peso do desastre ecológico no passivo ambiental da Nação e do planeta. Certamente, essa população de eleitores que compareceu às urnas não demonstrou qualquer interesse pela perda de nossa maior riqueza, e continua acreditando na mídia, que enaltece o agronegócio como o grande vetor de desenvolvimento do país. É óbvio que esse motor de crescimento já se aproxima da saturação, e mais fará, na medida em que o solo agricultável começar a depender cada vez mais de agrotóxicos para continuar a produzir. Pior ainda será quando houver escassez de água, seja para o consumo humano, seja para a irrigação dos latifúndios, que hoje já representa 83% de toda água consumida no Brasil.

Portanto, finalizando, confesso minha profunda frustração com a população brasileira e lamento que não exista espaço para minhas manifestações políticas. Fica, assim, esse pequeno desabafo, como minha despedida da literatura de crítica política, da qual me afastarei definitivamente de hoje em diante. Da mesma forma que fiz com o Rio São Francisco, ao deixar suas águas, em dezembro de 2009, faço hoje com a política, da qual me afasto por absoluta desilusão. Que aqueles poucos que apreciam meus comentários compreendam minhas razões. Faz parte da natureza do ser humano, com o avançar da idade, desfazer-se de suas vaidades, ambições e ilusões altruísticas, preparando-se para deixar seu ciclo de vida e retornar à essência da matéria. É o destino natural, e é o meu destino.
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10/10/2014 - 07:46 horas

Não é possível me calar diante dos fatos narrados pelos delatores do escândalo da Petrobrás, ontem. A primeira pergunta que faço é: por que o depoimento só foi feito na semana seguinte às eleições? É óbvio que o objetivo era assegurar que Aécio Neves e não Marina Silva, chegasse ao segundo turno! 

E agora, como se comportará o advogado do PT, coincidentemente o mesmo que é o presidente do TSE, Dias Toffoli? Por Justiça, Dilma Rousseff deveria ser desqualificada como candidata, assim como todos os eleitos pelo PT, PMDB e PP, partidos comprometidos pelas denúncias de corrupção na Petrobrás! 

Creio que as denúncias e as evidências de crimes cometidos pelo PT e pelos seus "aliados" já são suficientes para que possamos exigir a extinção de TODOS OS PARTIDOS POLÍTICOS! Afinal, não somos otários! Chega de mentiras, de hipocrisia! É hora de se tomar uma decisão, ir para as ruas e exigir um fim a essa situação vergonhosa, deprimente e escandalosa a que o PT de #DILMA e #LULA nos levou! 

Conclamo a todos os homens e mulheres de bem que ainda restaram no Brasil a votar NULO no segundo turno! É a única atitude decente que se pode tomar, enquanto ainda não acontece uma revolução para derrubar essa corja de bandidos que tomou conta de nossa Nação! 

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

POR QUE VOTAR EM DILMA? (POR QUE NÃO?)

Não é uma gracinha? Quem não gostaria de ter uma princesinha assim?
Estive pensando, meditando, analisando as razões que levam um petista a votar nesse arremedo de política, que mal sabe falar, que tropeça nas palavras, confunde conceitos e acaba proferindo frases sem nenhum significado compreensível. Talvez pela "competência administrativa"? Afinal, ela começou muitas obras, embora não tenha terminado quase nenhuma, e o preço final tenha ficado, pelo menos, umas cinco vezes maior do que o orçado.

Pensei, então: "deve ser porque ela criou o Bolsa Família"... mas não foi ela, nem o Lula, quem criou esse instrumento de ilusão dos pobres... foi o FHC! Ou teria sido Betinho, com seu "Fome Zero"? Bem, "mas ela criou o Luz para Todos"! Também não! Há décadas já havia o projeto de Eletrificação Rural, o de Telefonia Rural, o ProAgro e outros programas de ajuda aos pequenos agricultores! Seria, então, o "Minha Casa, Minha Vida"? Não! Esse foi o Faustão quem criou! Ele e a Procter & Gamble!

Falando sério: nenhum governo, que eu saiba, inovou em coisa alguma! Os programas de governo, entra político, sai político, são copiados, remendados, retonificados, reembalados, travestidos de Papai Noel, e "vendidos" como novos! Assim funciona a Democracia! Ela foi feita para enganar o povo, assim como o MST! Quem é mesmo o chefão do MST? O Rainha? Mas ele está preso (ou estava)... O Stedile? Mas ele é um pseudointelectual gaúcho que nada tem a ver com sem-terras! "Stédile defende publicamente a insubordinação legal e a luta armada"¹. O fato é que grande parte dos assentamentos são "comprados" por laranjas, a mando de "coronéis" regionais, através do "convincente argumento" de pistoleiros. Assim que os "assentados" tomam posse, os pistoleiros chegam e requisitam as terras. E o ciclo continua, com novos invasores e novos locais para serem "conquistados"!

Pois é... os políticos foram criados para iludir, fingir, mentir, enganar, deturpar a verdade, "vender terras no meio do deserto", dar esmolas aos pobres para disfarçar o assalto ao Banco Central ou ao BNDES, em empréstimos aos latifundiários, e arrumar emprego comissionado para os incompetentes, que passaram a vida no sindicalismo descarado e sem representatividade. Para isso, é preciso criar muitos cargos em comissão em todas as instituições públicas federais, estaduais e municipais, e colocar nesses cargos, não os servidores concursados, mas aqueles que nunca se arriscaram a prestar um concurso, por pura incompetência. Depois, já dentro das empresas, eles roubam descaradamente, ajudando a elaborar licitações estranhas que, quando lemos o termo de referência, nos perguntamos: "o que é isso que estão comprando?". E, a valores estratosféricos, a compra é efetivada, não para uma empresa, mas para várias! Verdadeiras quadrilhas se articulam para que cada uma abocanhe uma parte da carniça. É assim que funciona o "esquema PT de governar o país"!

Roubam descaradamente, porque sabem que seus "chefes", no Planalto e nos Ministérios, acobertarão tudo, pois estão igualmente comprometidos. E se, por acaso, alguma coisa der errado, e eles forem mandados para a Papuda, não precisam se preocupar: um otário assumirá a culpa e será condenado a 40 anos de prisão, enquanto eles, os verdadeiros bandidos, serão colocados em "prisão domiciliar"! Se nem isso der certo, eles podem pedir "delação premiada", e sua pena será convertida, de cinquenta anos de cadeia, para dois ou três anos de prisão domiciliar! E todos posarão para as câmeras como heróis, braço esticado, punhos fechados, bradando à maneira de Hitler, Mussolini ou outro idiota.

Se a maior empresa do país for à bancarrota por causa de alguns bilhões pagos a uma refinaria de petróleo, decadente, nos Estados Unidos, ou então pagos para a construção de outra refinaria no Nordeste, que nunca termina, embora seus custos cheguem às alturas celestiais, isso não terá a menor importância, pois a "presidenta" do Conselho de Administração, que era também Ministra de Minas e Energia, simplesmente votará favoravelmente, e depois dirá: "Eu não sabia de nada! O Relatório Executivo apresentado na reunião do Conselho estava errado!"

E ninguém se perguntará: "para que serve, então, a Reunião do Conselho, se apenas UM diretor escreve um relatório incompleto, e ninguém mais se interessa por saber o que estaria comprando?" Afinal, são apenas alguns bilhões! E o dinheiro é do povo, assim como a democracia, não é verdade?

Quando se trata de "montar planos de governo", a solução é mais simples: escolhe-se umas dúzias de projetos fracassados ou abandonados, da época do império ou da Primeira República, junta-se tudo, atualizam-se os textos e publica-se como o "Programa de Aceleração do Crescimento", e a "gerenta do PAC" passa a candidata predileta do "sapo" (ops!), chefe barbudo para "presidanta" do Brasil!

E assim vamos nos iludindo, votando em qualquer um só porque prometeu um emprego para nosso sobrinho, ou um cargo para a filha do compadre, ou para o safado de um cunhado que está incomodando, ou qualquer coisa assim. Afinal, o que esses políticos, em quem estamos votando, farão para nós? Nada? Depois a gente até esquece em quem votou... política é assim mesmo... são todos ladrões... basta ver a quantidade de candidatos e de partidos políticos que se habilitam!

A alienação é tamanha que vemos, até entre pessoas muito próximas, certos políticos se elegerem para beneficiar parentes, com a promessa de reduzir os impostos sobre a cerveja, ou sobre a cachaça, ou sobre sei lá o que... e nem sequer nos perguntamos se isso é Ético... seria Ético favorecer um tio "bacana"?

Afinal, por que votar em #DILMA?

Sei lá... talvez para não votar no maconheiro, ou talvez para não votar na evangélica... ou simplesmente porque escolher, conscientemente, em quem votar CANSA MUITO A MENTE! Como é que eu vou saber se fulano ou sicrano são honestos? Depois, chegam ao poder e roubam mesmo! Então, votemos em Dilma... pelo menos, ela é como o Robin Wood: "rouba dos ricos para dar aos pobres", não é mesmo? Só que os ricos se deixam roubar porque tomarão tudo de volta do Estado, a juros subsidiados, e talvez nem paguem nada do que devem, e esperem uma anistia fiscal para "ficar com a grana", não é verdade? No fundo, Dilma não é má pessoa... ela só é meio desmiolada, incompetente, meio burra até... acho que ela não faz por mal... só não sabe fazer diferente, pois seu "mestre" não a ensinou direito, e ela não teve tempo de aprender. Afinal, ela só entrou em uma eleição em 2010 por ordem do chefe! Bem, ela não é tão santa assim... aprendeu direitinho a mentir diante das câmeras, fingir que não sabe de nada, e até assinar atas de reuniões sem ler o que está escrito!

Então, por que não votar em Dilma? O tal do "fuminho", o playboy de Beagá, só vai fazer o que o FHC mandar, assim como a Dilma com o Lula. E a evangélica vai inventar moda, complicar a vida dos fazendeiros, exigir que eles "consertem" os crimes ambientais que cometeram na Amazônia e no Cerrado, obrigando-os a recuperar as matas, os rios, os ecossistemas inteiros destruídos... ufa! Uma trabalheira danada! E inútil! Para onde iremos mandar nossa manada de 200 milhões de bois? Nem a China vai querer comprá-los! É melhor "deixar prá lá"... mesmo que tudo se acabe, eu não vou estar vivo mesmo... e meus filhos? Bem, isso é problema deles! Meus pais nunca me perguntaram se eu queria que fizessem a Transamazônica, Itaipu, Sobradinho, Balbina, Rio-Niterói, Brasília, nada disso! Eles fizeram e pronto! O problema foi nosso, de minha geração, que deu duro para matar tanto índio e tanto preto, ou expulsá-los das terras onde criamos nosso gado!

Então, é por tudo isso que eu vou votar em LULA LÁ!
Ops! (ato falho!) DILMA MÁ!

E que os petralhas sejam felizes, assim como os latifundiários, as madeireiras, os banqueiros, as empreiteiras... pois O BRASIL É O PAÍS DE TODOS! Exceto dos ÍNDIOS, dos QUILOMBOLAS, dos RIBEIRINHOS, dos AGRICULTORES FAMILIARES, das PESSOAS HONESTAS... ufa! Se a gente desse terras para todos, onde eu iria plantar minha soja transgênica, como eu iria comprar minhas lanchas, meus carros, meus iates, fazer minhas viagens de turismo sexual para os lugares mais lindos do mundo... afinal, eu mereço ser feliz, não é mesmo?

VOTE EM DILMA VOCÊ TAMBÉM!
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¹ O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, que tem em Stédile um líder, é, não raras vezes, acusado de não ter como meta principal o bem estar dos camponeses, e sim, utilizar a reforma agrária apenas como pretexto para promover uma revolução socialista. Um trecho da cartilha de lutas do MST diz: "Os dirigentes possuem um sonho revolucionário que é construir sobre os escombros do capitalismo uma sociedade socialista. Muitas vezes as aspirações dos dirigentes não são as mesmas da massa. Nesse caso é preciso desenvolver um trabalho ideológico para fazer com que as aspirações da massa adquiram caráter político e revolucionário". (Fonte: WIKIPEDIA)

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

PARA NÃO ERRAR O VOTO!


COM RECEIO DE QUE, EM UM ATO FALHO, ALGUÉM, INADVERTIDAMENTE, TECLARIA OS NÚMEROS ERRADOS, FIZEMOS UMA PEQUENA ALTERAÇÃO NA URNA ELETRÔNICA PARA PROTEGER O BRASIL DE UMA PERIGOSA QUADRILHA DE BANDIDOS QUE SE INFILTROU NO PODER EM 2002! ESSA QUADRILHA JÁ ASSALTOU NOSSA MAIOR EMPRESA, A PETROBRÁS, E SUSPEITA-SE QUE TAMBÉM ESTEJA ATUANDO EM OUTROS SETORES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. SUA SEDE É NO PALÁCIO DO PLANALTO E NA CADEIA DA PAPUDA, EM BRASÍLIA!

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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

QUAL É A SUA (MUDANÇA)?








"Os candidatos são todos iguais: todos afirmam seu "compromisso com a mudança", como se cada um tivesse saído às ruas para exigir transformações na maneira de fazer política!" Não é verdade! As mudanças propostas pelos candidatos são radicalmente diferentes umas das outras, e devem ser compreendidas em seu contexto e em seus propósitos, mesmo aqueles não declarados. Isso, os eleitores, via de regra, não são capazes de perceber. 

Para o PT de Dilma Rousseff, mudar significa romper com o Contrato Social e implantar um modelo de governo que não admite a Democracia tal como a conhecemos. As liberdades individuais seriam substituídas por "liberdades" coletivas. Esse é o modelo de Hugo Chavez e do Bolivarianismo, que nada têm a ver com o Brasil. É um modelo de ruptura e de confronto.

Simon Bolívar não é brasileiro, não teve nenhuma participação na nossa proclamação de independência, nem na formação da Nação e do Povo Brasileiro. Portanto, referenciar Bolívar para nossas questões internas é inaceitável! As propostas do "bolivarianismo" venezuelano e chavista não são comprometidas com as liberdades individuais. Citar Bolívar ou Chaves, bem como qualquer outro povo, comparando seu passado e suas escolhas às nossas, ou tomando-as como modelo para nosso país é um desrespeito à Nação e ao Povo Brasileiro. 

Não se faz uma revolução manipulando o povo e enganando-o com promessas falsas. A verdadeira revolução se faz com educação adequada e conscientização do povo. A verdadeira Democracia admite e aceita a boa convivência com ideologias diferentes, e até antagônicas! De que adianta ter 120 milhões de eleitores se seus votos são "cooptados" por políticos corruptos? De que vale dar "esmolas" para os miseráveis, se não se dá a eles emprego nem educação? De que vale apregoar mudanças, se os beneficiados serão sempre os mesmos, privilegiados pelo seu poder econômico e pela sua posição social? O efeito "Bolsa Família" é efêmero, e se acaba assim que é extinto o "programa", pois a situação do pobre não terá sido modificada.

O PT praticou a mesma política preconizada pela Ditadura porque construiu estradas e hidrelétricas na Amazônia, e assentou pequenos lavradores às margens das estradas, no meio da selva, sem qualquer orientação técnica para a agricultura familiar! O objetivo da Ditadura era ocupar o território, sem se importar com as populações tradicionais indígenas e sem se preocupar com a devastação ambiental provocada pelas obras mal planejadas. 

Com o PT de Dilma é a mesma coisa: pouco importam os custos sociais e ambientais desse "progresso". O importante é cooptar as populações pobres para assegurar a permanência do PT no governo. Esses assentamentos, feitos pelos militares e pelo PT de Lula, só serviram para devastar a floresta e causar mais problemas sociais, estimulando grileiros, bandidos e pistoleiros a dominar, pela força, a região Norte, particularmente às margens da rodovia Transamazônica, entre Marabá e Altamira, certamente uma das regiões mais violentas do país! 

Para o PSDB de Aécio Neves, mudar é voltar ao passado, apoiar oligarquias colonialistas, que, por séculos, dominaram e exploraram a miséria em benefício de uma minoria privilegiada. É o governo dos poderosos: latifundiários, banqueiros, mineradoras e empreiteiras! Nenhum projeto social, voltado à solução dos graves problemas fundiários, habitacionais e de distribuição de renda foi feito pelo governo tucano, em dois períodos sucessivos no poder! 

O que os tucanos teriam a oferecer, que já não tenha sido tentado no governo FHC? Onde está o Programa de Governo do PSDB? O que Aécio faria se fosse eleito? Como ele enfrentaria os problemas ambientais, sociais e culturais do Brasil? Ninguém sabe, pois nem mesmo ele se manifestou a esse respeito! Limitou-se a atirar pedras nas candidaturas concorrentes, durante seus programas eleitorais gratuitos. Será que ele não precisa se fazer conhecer? 

O modelo político, econômico e ideológico do PSDB restringe-se à Globalização e ao Neo-Liberalismo, cujo fracasso no mundo ocidental ficou demonstrado pela crise de 2008, da qual os países ainda não conseguiram se recuperar. Desde então, as nações do mundo, mesmo as que não são atreladas a esse capitalismo selvagem, foram seriamente afetadas pela crise.

Para a #REDE de Marina Silva, mudar significa romper com os padrões e modelos do "Desenvolvimentismo a qualquer preço", oferecidos pelos outros dois candidatos e propor um governo com Sustentabilidade Econômica, Social e Ambiental. Ou seja, a única alternativa viável para a Humanidade! A exaustão dos recursos naturais, o aquecimento global, os distúrbios ambientais já não deixam dúvidas quanto à gravidade da situação em nosso planeta. É preciso agir, tomar atitudes corajosas, enfrentar a realidade, que não nos permite fechar os olhos à devastação de nossos ecossistemas, em nome de um modo de produção baseado na expansão dos latifúndios em detrimento dos pequenos agricultores, na produção de grãos, na criação de gado, na exportação de commodities e na devastação irracional da Natureza!

Não basta assumir o poder; é preciso justificar, perante a História, as opções feitas e os resultados alcançados. E os modelos de governo do PT e do PSDB não cumpriram sua missão de admitir essa nova realidade e de ajustar nosso modo de produção a um planeta em processo de entropia e falência ambiental. Para eles, a Natureza é um empecilho, um entrave a ser afastado, e não a fonte de toda a vida na Terra. No mundo capitalista dos tucanos, e no mundo oportunista dos petistas não há lugar para outros seres vivos, senão o próprio homem, desvinculado de sua origem animal, e apegado ao poder e ao dinheiro.

Se FHC conseguiu estabilizar a Economia, muito bem! Mas, em contrapartida, reforçou a presença das oligarquias tradicionais da época do Império, abandonando 90% da população à sua própria sorte. Também realizou as privatizações das companhias estatais, visando a modernização dos serviços por elas prestados. Porém, os valores arrecadados nos leilões não serviram para nada, pois estavam subestimados para agilizar o processo de privatização.

Se Lula valorizou os movimentos sociais, muito bem! Mas, em contrapartida, fortaleceu o Agronegócio através de empréstimos gigantescos, a juros subsidiados, deixando as populações tradicionais sem qualquer apoio, criando nichos de pobreza e de subdesenvolvimento ao longo das estradas, nos sertões, dentro dos travessões dos assentamentos, onde mal existem escolas, e onde o pobre não tem alternativas para se preparar para a sociedade do futuro.

Dilma, porém, não realizou nada, além de grandes empreendimentos inacabados do PAC, a custos superfaturados, do desequilíbrio da Economia e das contas públicas, da volta da inflação e do déficit na balança comercial, que há vinte anos não se via mais no Brasil. E à Dilma deve-se debitar, ainda, a suja reforma do Código Florestal, expondo o Brasil à devastação generalizada do agronegócio! Dilma não ouviu as vozes das ruas e do povo brasileiro, recusando-se a vetar as mudanças do Código Florestal. Com isso, os latifundiários foram beneficiados com o "perdão" por seus crimes ambientais, podendo continuar devastando o Cerrado e a Amazônia, agora, com o respaldo da nova lei, o Novo Código Ruralista do Agronegócio!

Marina Silva não conseguiu realizar seus projetos frente ao Ministério do Meio Ambiente, pois teve fortes restrições por parte de Lula, pressionado por Dilma Rousseff, que pretendia implantar seu famigerado e mal-sucedido "PAC - Programa de Aceleração do Crescimento"! O PAC demonstrou ser um fiasco, o crescimento do Brasil estancou na gestão Dilma, e o Meio Ambiente desandou. Marina Silva, diante dos retrocessos governamentais e da falta de apoio de Lula, renunciou ao Ministério e se desligou do PT, em busca de seu projeto de vida.

Essas são as pinceladas que eu deixo para avaliação de meus leitores, às vésperas das eleições. Escolham seus candidatos pensando no futuro de seus descendentes, e não na avareza dos poderosos! As eleições passam depressa, mas quatro anos de desgoverno poderão fazer sucumbir as nossas possibilidades de despontar como Nação emergente e bem sucedida para o futuro que está por acontecer. Observem os exemplos do Chile, do México, da Índia, da China, e comparem com a triste situação em que o Brasil se encontra depois de 20 anos de tentativas frustradas. É tempo de mudança! Votem! E durmam com suas consciências!

BPMN