quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Valores Relativos e as Mentiras de Campanha

Inimigas ideológicas, Marina Silva "ambientalista" versus Dilma "ruralista"!
Casualmente, ouvi parte da propaganda eleitoral do PT de Dilma e Lula, e me surpreendi com a naturalidade com que ela, Dilma Petista, afirmou, categoricamente, que "ninguém quer a incerteza de uma aventura ou a volta ao passado". Referia-se, com certeza, a Marina Silva, provável futura Presidente do Brasil, e a Aécio Neves, terceiro colocado nas pesquisas. Fora os petistas "de carteirinha" e os apaniguados pelas inaceitáveis bolsas que o governo petista distribui para seu eleitorado cativo, de "dependentes químicos da moeda assistencialista", quem não deseja, sincera e ardorosamente, mudanças no modo corrupto de fazer política, no fim das obras intermináveis do PAC, nas reformas tributária, previdenciária e, principalmente, política, na redução dos ministérios, secretarias e cargos "de confiança" criados para acomodar as dezenas de partidos "aliados" do "Partido dos Trabalhadores"?

Pois ouso lhes dizer que ouvi Fernando Henrique Cardoso afirmar a mesma coisa quando Lula se candidatou a Presidente da República! Sim, ouvi e todos os brasileiros também ouviram. Mais do que isso, ouvimos os brados exaltados dos empresários contra o "sapo barbudo", acusando-o de querer acabar com o sistema financeiro nacional e desestabilizar a Economia! Ouvi dezenas de grandes empresários afirmarem publicamente que, se Lula vencesse as eleições de 2002, iriam embora do Brasil, levando toda sua fortuna, "honestamente" conquistada a "duras penas" e com "muito trabalho"!

Mas Lula se elegeu e ninguém foi embora, nem levou seu capital para o exterior. E o inexperiente Lula surpreendeu a todos com um governo relativamente austero e com resultados surpreendentes, principalmente com relação aos movimentos sociais. No entanto, "enquanto dava com uma mão, tomava com a outra"! E fez alianças com os piores e mais corruptos partidos e políticos do país, como o PMDB de Renan Calheiros e José Sarney, e como Fernando Collor de Mello, ex-presidente, retirado do poder por um processo de "Impeachment" por corrupção, ficando afastado da vida pública por oito anos. Collor é um exemplo de fidelidade partidária: entrou na ARENA (partido da ditadura) em 1979; pertenceu ao PDS (ex-Arena) de 1980 a 1985; mudou de lado em 1985 e passou para o PMDB, onde ficou até 1989, ano em que se candidatou a presidente da república pelo desconhecido PRN, pelo qual se elegeu e ao qual se manteve ligado até 1997; neste ano passou para o PRTB, onde ficou até 2007, passando, então, para o PTB, pelo qual se elegeu senador por Alagoas.

Lula impôs Dilma ao país, empurrando-a pela nossa garganta, primeiro, como ministra de Minas e Energia, e depois, como Chefe da Casa Civil e "gerente" do PAC, "programa de aceleração do crescimento", que lhe garantiu a vaga de candidata a presidente, cargo para o qual se elegeu, graças ao prestígio de Lula. Com Dilma, a estrutura do PAC ruiu e, com ela, toda Economia se desestruturou, levando consigo os argumentos dos fanáticos petistas que desejavam se perpetuar no poder. As inacabadas obras do PAC, como a Transposição do Rio São Francisco (obra que foi orçada em 3,4 bilhões de reais, e até hoje já gastou mais de oito bilhões de reais e continua inacabada), ou a Ferrovia Norte-Sul, que se encontra na mesma situação, são os fantasmas dos projetos mirabolantes do petismo nacional.

Agora, Dilma, Lula e demais petistas, e, com eles, seus "aliados" de falcatruas e de compartilhamento de cargos "de confiança", nomeados no lugar de servidores de carreira, ganhando salários maiores do que aqueles que conquistaram seus empregos por mérito, por concurso público, e não por uma "canetada" de um poderoso qualquer do primeiro escalão, estão perdidos em um discurso desconexo, incoerente e nada convincente. Para seu desespero, Dilma está parada nas pesquisas eleitorais desde abril passado, amargando uma diferença meramente estatística, dentro da margem de erro da pesquisa, e justamente de Marina Silva, que teve seu pedido de registro do partido político recusado por ministros do TSE "simpáticos" ao Partido dos Trabalhadores. Quis, a sorte, porém, que ela chegasse aos resultados que agora se evidenciam, pelos acasos do destino, já com expressiva vantagem no segundo turno das eleições, e deixando Aécio para trás, também no desespero.

Pois essa falastrona desajeitada não convencerá ninguém com esses argumentos surrados e fracassados, e terá que enfrentar Marina Silva, no segundo turno, com o mesmo tempo de exposição nos cretinos programas político de televisão. Se agora, com apenas um minuto e três segundos, Marina Silva se destaca em entrevistas e debates, pela sua inteligência e clareza de raciocínio, imaginem, pois, quando tiver as mesmas armas de sua incompetente adversária! Certamente, Marina Silva "devorará o fígado" de Dilma Rousseff, deixando-a a "nocaute" na primeira contenda em que se defrontarem "cara-a-cara"! Esperem para ver!
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